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Negócios

19/09/2017

Reino Unido estreita, ainda mais, parceria com Fiemg Lab

Cinco startups do programa mineiro foram selecionadas pelo DIT
Ana Carolina Dias
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Para o embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan, precisamos de cooperação internacional para que as startups daqui recebam apoio e possa/Divulgação
O Reino Unido estreitou ainda mais um relacionamento construído desde o início do programa de aceleração Fiemg Lab, com a visita do Embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan, à sede do programa durante a manhã de ontem (18), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

A aproximação do governo britânico com o Fiemg Lab já viabilizou uma série de ações conjuntas com o objetivo de fomentar novos negócios para os dois países, entre elas a participação da startup 3D Virtual Care no London Tech Week em junho deste ano e a realização, em agosto, do Tech Business Breakfast, com palestra do CEO e cofundador da britânica BE Advisory, Andy Wilkins, sobre as oportunidades de negócios no Reino Unido.

Neste mês, em diálogo com o Ministério de Comércio Internacional do Reino Unido (DIT), foi realizado o trabalho de seleção de cinco startups do programa - Autonomics, Hirebot, Holobox, Nextagro e Solarview - com potencial de internacionalização que recebem mentorias com os chamados Dealmaker Mentors, que são empresários britânicos designados Embaixadores de Negócios.

Força - Quinta maior economia do mundo, nos últimos anos o Reino Unido tem apresentado a maior taxa de crescimento dentro do G7 e lidera o ranking do Relatório de Competitividade publicado pelo Fórum Econômico Mundial. Dados divulgados pelo Ministério de Comércio Internacional do Reino Unido mostram que, nos últimos quatro anos, o número de empresas brasileiras que se estabeleceram no país europeu cresceu 30%, com a criação de mais de 600 novos empregos e, entre 2016 e 2017, o Reino Unido atraiu 2.200 novos projetos de investimento com a criação total de 107 mil novos postos de emprego.

O Reino Unido é um Estado soberano insular localizado em frente à costa noroeste do continente europeu formado por quatro partes (também chamadas muitas vezes de países): Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Seu nome completo é Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte. Também é chamado de Grã-Bretanha. A capital do Reino Unido é Londres, no sudeste da Inglaterra.

A manutenção e ampliação da globalização das startups foram destacadas pelo Embaixador Rangarajan como caminho para o desenvolvimento de negócios de alto impacto, aumento da produtividade e da competitividade também em Minas Gerais. “Vocês têm um polo muito importante aqui que conta com o apoio do governo, além de muitas ideias incríveis e universidades fortes. Nossas empresas e a sociedade como um todo têm os mesmos desafios e a taxa de câmbio entre as duas nações é muito elevada. Então, precisamos de cooperação internacional para que as startups daqui recebam apoio e possam aproveitar oportunidades internacionais”, comentou o Embaixador.

O gestor do Fiemg Lab, Fábio Veras, apresentou os números e expectativas para o programa e ressaltou que, atualmente, o governo britânico é o que mais aposta no talento dos mineiros na geração de negócios globais. Para Veras, as ações e parcerias têm levado as empresas inovadoras a usarem Londres como base para a expansão de seus negócios. “Nós pretendemos inocular a cultura de inovação, competitividade e produtividade com startups e elevar o nível das indústrias. Não acreditamos mais na era da atração de grandes empresas como fator de diversificação da nossa economia, apostamos que as grandes empresas vão nascer da tecnologia e dos novos modelos de negócio que vão surgir aqui”, disse.

Durante a visita, o representante da Embaixada do Reino Unido conheceu, por meio de pitches de dois minutos, as soluções de quatro startups aceleradas pelo Fiemg Lab. A AS31 apresentou um adesivo que indica qualidade e frescor de carnes para evitar prejuízos e desperdícios. A Holobox demonstrou a tecnologia usada para criar plataformas holográficas interativas com foco em personagens da cultura pop. A Licentia explicou como a plataforma desenvolvida pela startup pode desburocratizar o processo de licenciamentos ambientais e, a atual vencedora do Startup Games Brasil, Biomimetic Solutions, falou sobre o uso da engenharia de tecidos para a produção de pele e órgãos em laboratório.

Startup Games Brasil - A Biomimetic Solutions, que atualmente participa da segunda fase de aceleração no Fiemg Lab e produz uma plataforma biodegradável que fabrica tecidos e órgãos em 3D, quebrou o recorde de avaliação de todas as edições do Startup Games Brasil e superou mais de 70 outras empresas que participaram do evento no último fim de semana na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

Uma parceria entre o Consulado Britânico e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sedectes), o Startup Games promoveu conexões dos empreendedores com investidores nacionais e estrangeiros. A competição, inédita na Capital, aconteceu como parte do Inova Minas Fapemig e propôs que as startups apresentassem seus negócios para possíveis investidores e, por meio de valores virtuais, elegeu a vencedora, que registrou maior investimento.

A visibilidade e a criação de uma rede de networking para o projeto foram apontadas pela sócio-fundadora e CEO da startup, Lorena Viana Souza, como pontos positivos da participação no concurso. “A competição foi extremamente produtiva, fizemos contatos com pessoas estratégicas que já estão contribuindo inclusive para a internacionalização do nosso negócio”, afirma Souza, que conta também como convenceram os investidores. “Usamos o argumento de que existem empresas brasileiras no segmento de hard science e que temos condições de desenvolver tecnologias com grandes performances e disruptivas no setor de engenharia de tecidos”, comenta a CEO.

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