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31/01/2018

RH 3.0 promete mais agilidade para a área

Conceito é uma evolução dos businesses partners (parceiros de negócios) definido no RH 2.0
Daniela Maciel
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Diferença entre os dois modelos está na capacidade de uso da tecnologia, diz Malfi/Divulgação
Já há algum tempo, boa parte das empresas brasileiras tem implantado o chamado RH 2.0 - aquele em que o departamento de recursos humanos se coloca ao lado da alta diretoria e presidência para compor as estratégias da companhia. Agora, seguindo a tendência já estabelecida em economias mais maduras, o conceito de RH 3.0 começa a se tornar assunto no País.

O RH 3.0 é uma evolução dos businesses partners (parceiros de negócios) definido no RH 2.0. A diferença é que no 3.0 os profissionais são ainda mais seniores e mais próximos do negócio e, além disso, há ferramentas tecnológicas mais modernas que auxiliam na atração e retenção de talentos. O profissional indicado seria, então, alguém com muita experiência e com capacidade de utilizar tecnologia, com ajuda de ferramentas e de sistemas de people analytics.

De acordo com o gerente da divisão de Recursos Humanos da Talenses, Guilherme Malfi, essa é uma cultura ainda incipiente no Brasil e que tem sido implementada principalmente em empresas de bens de consumo, varejo e startups. “É certo que o RH 2.0 não foi implantado em boa parte das empresas brasileiras. Mas as empresas mais atentas já estão se antecipando. A diferença entre os dois modelos está na senioridade dos profissionais e a capacidade de uso da tecnologia. É um profissional mais alinhado ao negócio, um RH desenvolvedor”, explica Malfi.

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Se para as empresas o grande desafio é encontrar profissionais qualificados para esse novo momento, o desafio dos profissionais é, justamente, conseguir se qualificar. Os materiais a respeito são escassos no País e a opção é buscar literatura fora. A expectativa é de que esse quadro comece a mudar nos próximos cinco anos.

“Com o final da crise econômica as empresas vão precisar se voltar para o RH. Nos últimos anos todos os esforços foram para redução de custos e continuar resistindo à crise. Agora é hora de compreender que são as pessoas as responsáveis pelo sucesso das empresas, então o RH precisa ser estratégico”, pontua o gerente da divisão de Recursos Humanos da Talenses.

O perfil exigido, então, será de alguém que entenda qual tipo de negócio está sendo criado permanentemente e tenha um conhecimento profundo sobre finanças e estratégia. É importante que o business partner seja não apenas experiente, como também analítico, capaz de usar a tecnologia para engajar líderes. Além disso, claro, compreender quais são os talentos necessários para a companhia, encontrá-los e identificar aqueles que já fazem parte do time, dando oportunidades para que se desenvolvam.

Tudo isso deve alterar a rotina dos departamentos de recursos humanos e de toda a empresa, tornando toda a estrutura mais ágil. O modelo tradicional de avaliação de desempenho - com definição de metas e feedback anual - deve ser bastante acelerado e ser realizado em consonância com metas e equipes que mudam com frequência.

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