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14/12/2016

Robô cão-guia pode chegar ao mercado por meio de crowdfunding

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São Paulo - Os cães-guias significam mais autonomia e qualidade de vida para deficientes visuais. Porém, apresentam questões como altos custos para treinamento, restrições para entrada em alguns ambientes, tempo curto de vida dos animais e despesas e trabalho quando ficam doentes. Pensando em colaborar com os deficientes visuais de maneira mais assertiva, prática e econômica, uma equipe de pesquisadores no Espírito Santo está desenvolvendo um robô cão-guia.

E para criar os protótipos da máquina, foi lançada uma campanha de crowdfunding pelo Kickante, maior plataforma brasileira de financiamento coletivo. O objetivo é arrecadar R$ 100 mil, para a produção de 10 robôs cães-guias, que serão doados a deficientes visuais, permitindo os primeiros testes e possibilitando a sugestão de melhorias para aperfeiçoar o produto. O valor mínimo de doação é R$ 10 e quem doar a partir de R$ 10 mil terá seu protótipo garantido.

Batizado de Lysa, o robô está em fase final de desenvolvimento e a intenção é aperfeiçoá-lo para que, em breve, o produto possa estar no mercado. Comandada pela idealizadora do projeto, Neide Sellin, a equipe tem atualmente oito pesquisadores envolvidos na criação do cão-guia robô, todos bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O robô foi apresentado em novembro em evento do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro onde mais de 120 pessoas com deficiência visual tiveram a oportunidade de conhecer Lysa. Em todo o Brasil há cerca de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual severa e já existe uma lista de espera de 450 nomes interessados em utilizar o produto.

“A campanha é não apenas para permitir a produção dos protótipos, mas também para fazer com que o robô chegue ao público de forma mais acessível possível”, explica a idealizadora do projeto, Neide Sellin. Se os resultados da campanha de financiamento coletivo forem os esperados, o custo do robô Lysa no mercado deverá ficar em até R$ 10 mil. “Os cães-guias convencionais exigem despesas para tratamento e criação, além do custo elevado para adestramento, não sendo, portanto, acessíveis a muita gente.

Calcula-se que hoje no Brasil existam menos de 100 cães-guias”, comenta Neide Sellin.
Ela lembra que devido à insegurança para circular sozinhos, muitos cegos permanecem reclusos em suas residências, deixando de estudar ou trabalhar, o que significa muitas vezes ter dificuldades financeiras para eles e suas famílias. “Em muitos casos eles ficam dependentes de outra pessoa, que também tem sua rotina impactada. Estima-se que no Brasil existam 10 milhões de pessoas afetadas de alguma maneira pela deficiência visual”, explica.

Para a fundadora e presidente do Kickante, Candice Pascoal, campanhas como a do cão-guia robô são capazes de estimular a procura pelo financiamento coletivo para a concretização de projetos e iniciativas. “O conceito do cão-guia robô deixa claro toda a criatividade e talento dos brasileiros, que cada vez mais desejam investir e fomentar suas ideias. Temos certeza que o projeto será um sucesso, e terá a capacidade de auxiliar inúmeros brasileiros por todo o País”, afirma.

Como é o robô Lysa - Com bateria recarregável, o robô Lysa tem funções semelhantes às de um cão-guia convencional. É dotado de dois motores e cinco sensores que avisam ao deficiente visual, por meio de mensagens de voz gravadas, quando há no percurso buracos, obstáculos e riscos de colisões em altura. A intenção é que chegue ao mercado com cerca de 3,5 quilos.

O robô começou a ser pesquisado por Neide Sellin em 2011 e deu origem a uma startup.

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