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18/01/2018

Saída da BHP Billiton deve favorecer retomada das operações da Samarco

Reuters
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A Vale e a BHP empenharam cada uma R$ 1,4 bi em compensações do desastre socioambiental/Divulgação
São Paulo - O retorno às operações da mineradora Samarco poderá ser mais fácil caso a Vale seja a única dona da empresa, controlada também pela anglo-australiana BHP Billiton, afirmou ontem o diretor de Relações com Investidores da gigante brasileira, André Figueiredo.

A Samarco, uma joint venture 50/50 da Vale e da BHP, está com operações paralisadas desde o fim de 2015, quando uma de suas barragens de mineração se rompeu em Mariana (MG), causando 19 mortes, deixando centenas de desabrigados e poluindo o rio Doce, que deságua no mar do Espírito Santo.

“A gente quer que a Samarco volte a operar... e isso pode ser mais fácil se a Vale vier a tocar essa operação sozinha”, disse Figueiredo a jornalistas, logo após participar de encontro com investidores em São Paulo.

O executivo explicou que a Samarco trabalha com a opção de utilizar um depósito de rejeitos que poderá ser aproveitado por cerca de dois anos, uma alternativa que não é suficiente para garantir as operações no longo prazo.

“É improvável que os órgãos dêem uma licença para uma barragem como no passado. A alternativa é usar minas exauridas como depósito, e essas minas são da Vale”, explicou Figueiredo.

O diretor, no entanto, evitou dar mais detalhes sobre uma possível saída da BHP Billiton, do negócio, explicando que ainda não há nada definido.

“É uma discussão que envolve valor, mas as coisas são muito intangíveis também. Você tem toda essa questão hoje das ações judiciais, como isso vai caminhar... são várias variáveis.”

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As declarações do executivo ocorrem após a reportagem publicar no início do mês que estavam ocorrendo conversas sobre o futuro da Samarco e que uma alternativa seria que a Vale comprasse a participação da BHP.

Figueiredo destacou ainda que “é muito difícil” que no futuro a Vale volte a ter uma joint venture 50/50 como a Samarco, uma vez que a companhia sofreu forte desgaste de imagem após o rompimento da barragem da mineradora, mesmo não tendo 100% de gerência sobre suas operações.

“A Samarco era gerida por terceiros, outro time de executivos.... O que a gente descobriu é que se a Vale vai estar em qualquer negócio, projeto, ou operação, ela precisa estar lá operando, porque ela pode implementar seus padrões”, explicou.
Segundo Figueiredo, a Vale e a BHP empenharam até agora cerca de R$ 1,4 bilhão cada uma em compensações e remediações após o desastre socioambiental, considerado o maior da história do Brasil.

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