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Agronegócio

19/05/2017

Safra de café deve cair 16,3% em Minas Gerais

Conab estima que serão produzidas 25,7 milhões de sacas de 60 kg no Estado
Michelle Valverde
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Minas Gerais concentra 68% da área ocupada pela cultura de café no País, com 1,22 milhões de hectares/Divulgação
Em Minas Gerais, maior estado produtor de café do Brasil, haverá uma redução da produção cafeeira total na ordem de 16,3% com a colheita de 25,7 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2017. A redução se deve à bienalidade negativa verificada nas maiores regiões produtoras do Estado, com exceção da Zona da Mata, que apresenta bienalidade invertida. A colheita da safra já foi iniciada e a expectativa é positiva em relação à qualidade do grão, uma vez que o clima, até o momento, tem sido favorável para a cultura. Os dados são do 2º Acompanhamento da Safra Brasileira de Café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A produção mineira de café arábica foi estimada em 25,36 milhões de sacas, volume 16,6% menor que os 30,4 milhões de sacas colhidas em 2016. A produção de conilon deve crescer 12,8%, com a colheita de 334,1 mil sacas.

Minas Gerais concentra a maior área de café, 1,22 milhão de hectares, correspondendo a 68% da área ocupada com a cultura, em nível nacional. Do total, 968 mil hectares estão em produção e 253,9 mil em formação. A área em produção caiu 4,1% frente a 2016, enquanto o espaço em formação ficou 34,5% maior.

Em ano de bienalidade negativa nas principais regiões produtoras de Minas, a produtividade média do Estado foi estimada em 26,55 sacas de 60 quilos por hectare, volume 12,8% abaixo do resultado obtido na safra 2016.

Os pesquisadores da Conab destacam que os preços remuneradores, os bons resultados em volume e quantidade da safra 2016 e a redução nos preços dos insumos favoreceram e estimularam maiores investimentos nas lavouras, com o objetivo de preservar a condição dos cafezais e a carga produtiva.

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Regiões produtoras - As regiões Sul e Centro-Oeste de Minas Gerais, maiores produtoras de café, devem colher 13,2 milhões de sacas de 60 quilos do grão arábica, 20,2% inferior ao volume recorde registrado na safra passada que foi de 16,6 milhões de sacas. A queda se deve à bienalidade negativa da cultura.

A área total ocupada pelos cafezais foi estimada em 642,8 mil hectares, espaço 1,7% superior. Em 2017, a área em produção será de 484,4 mil hectares, queda de 7,5%. Já a área em formação foi ampliada em 47,1% totalizando 158,1 mil hectares.

Após um ano de colheita recorde em 2016, a produtividade dos cafezais ficou 13,7% menor no atual período produtivo, com rendimento médio esperado de 27,37 sacas de 60 quilos por hectare.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha Ltda (Minasul), com sede em Varginha, no Sul de Minas, Cláudio Afonso Rosendo, a colheita da safra está bem no início e os produtores devem ficar atentos ao clima e ao manejo para não comprometer a qualidade do café.

“A expectativa é de uma safra de boa qualidade, já que até o momento o clima está bem favorável para o desenvolvimento. Os produtores precisam ficar atentos com o clima, principalmente, pela tendência de chuvas na região, o que pode comprometer a qualidade dos cafés que já estão no terreiro”, explicou.

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