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Agronegócio

19/04/2017

Safra de cana-de-açúcar deve crescer 3,1%

Produção em Minas Gerais vai atingir 65,6 milhões de toneladas no período 2017/2018, estima Conab
Michelle Valverde
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Siamig não acredita em crescimento da produção na safra 2017/2018 por conta do regime irregular de chuvas no período/Divulgação
O primeiro levantamento para a safra 2017/18 de cana-de-açúcar em Minas Gerais, divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou para uma produção 3,1% maior no período, somando 65,6 milhões de toneladas de cana. Nesta safra, a produção de açúcar crescerá em detrimento do etanol. Apesar da expectativa de alta apontada pela Conab, o setor produtivo estadual acredita que não haverá crescimento na produção em função do regime pluviométrico irregular registrado entre fevereiro e março, o que inibiu a expansão da produtividade.

O presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, explica que os dados da Conab estão diferentes do que é esperado pelo setor.

“Quando falamos em estimativas, é sempre um retrato do momento. Nós estamos em abril e, para fazer uma estimativa tão elaborada como esta, os técnicos vão a campo e, ao longo do período, entre as visitas de campo e a divulgação do relatório, várias coisas podem acontecer. Então, o que vejo é que havia uma expectativa de uma safra de cana considerável em Minas Gerais, mas essa expectativa em termos de produção foi revertida com a falta de chuvas em fevereiro, março e abril. Nossa estimativa ainda não foi fechada, mas não temos cenário para trabalhar com aumento da produtividade”.

De acordo com os dados da Conab, a produção mineira será de 65,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que representaria um incremento de 3,1% sobre as 63,6 milhões de toneladas esmagadas em 2016/17. O impulso virá do ganho em produtividade, que deve crescer 4,5% com rendimento médio por hectare de 78 toneladas de cana.

“A Conab aponta para um crescimento de 4 toneladas de cana por hectare, mas não acredito que a produtividade irá aumentar, por conta do clima”, disse Campos.

Em relação à área em produção, os técnicos da Conab registraram a tendência de redução de 1,3% com o uso de 841,7 mil hectares. “Efetivamente estamos visualizando a redução da área em função do fechamento de várias usinas ao longo dos últimos anos. Em um período de seis anos foram 11 unidades fechadas em Minas Gerais”, explicou Campos.

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Açúcar - Com a demanda aquecida e os preços remuneradores, a tendência apontada pelo levantamento da Conab é de um incremento de 13,8% na produção de açúcar, alcançando 4,5 milhões de toneladas, ante as 3,9 milhões de toneladas registradas na safra anterior. Ao todo, serão destinadas 34,7 milhões de toneladas de cana para a fabricação de açúcar, volume que ficou 14,2% maior.

“A Conab prevê uma produção elevadíssima de açúcar. Efetivamente temos em Minas Gerais indústrias bem flexíveis, mas como os preços do açúcar no mercado internacional já caíram mais de 20%, a reversão poderá influenciar nas decisões em relação ao mix. Esta produção estimada dificilmente vai ocorrer, porque não teremos avanço na produtividade. Lembrando que a pesquisa feita pela Conab é um retrato do momento em que os técnicos foram a campo, cenário que já foi modificado”, explicou Campos.

No caso do etanol total, a previsão é de uma queda de 7,3% no volume, que deve encerrar a safra em 2,46 bilhões de litros. Para a fabricação do biocombustível, serão esmagadas 30,9 milhões de toneladas de cana, variação negativa de 7%. A produção estimada para o etanol hidratado é de 1,4 bilhão de litros, retração de 8,7%. Para o etanol anidro está prevista queda de 5,3% com a geração de 1 bilhão de litros.

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