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Agronegócio

09/03/2018

Safra mineira deve recuar 3,8%, puxada pelo milho e soja

Dados do Estado foram divulgados ontem pela Conab
Michelle Valverde
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Produção menor do cereal era esperada, já que preços não atingiram a expectativa dos agricultores/Tony Oliveira/CNA/Divulgação
Após um ano de safra recorde, Minas Gerais deve colher no atual período produtivo 13,54 milhões de toneladas de grãos, o que sinaliza uma queda de 3,8%. A redução na safra 2017/18 de grãos está atrelada a menor produção de milho, que, no ano passado, apresentou preços baixos, o que desestimulou os investimentos na cultura. Recuo também é esperado na produção de soja. Os dados são do 6º Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o documento, a área ocupada com a safra de grãos 2017/18 ficou 2,5% menor, com o uso de 3,28 milhões de hectares, frente aos 3,37 milhões ocupados no período produtivo anterior. A produtividade esperada é de 4,1 toneladas por hectare, volume 1,4% inferior.

Dentre os produtos, a maior queda foi verificada na produção de milho. Na primeira safra, o cereal cedeu espaço para a soja, cultura que tem maior liquidez e cujo preço estava mais atrativo que os pagos pelo milho.

Com a migração do milho para a soja, a produção da primeira safra em Minas Gerais foi estimada em 5,14 milhões de toneladas, queda de 11,3% frente as 5,79 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. No mesmo período, foi verificada retração de 11,5% na área plantada, que somou 804,8 mil hectares. A produtividade ficou praticamente estável, com pequena variação positiva de 0,2% e rendimento médio de 6,38 toneladas por hectare.

Para a segunda safra, a expectativa é colher 1,96 milhão de toneladas de milho, o que, se alcançado, representará um avanço de 13,8% na colheita. É esperado aumento de 19,3% na produtividade média e rendimento de 5,75 toneladas por hectare. O crescimento expressivo se deve à recuperação da produtividade, que, no ano anterior, foi afetada pela estiagem.  A área dedicada ao milho segunda safra ficou 4,6% inferior, com o uso de 341,2 mil hectares.

Caso as duas safras sejam confirmadas, Minas Gerais vai colher cerca de 7,1 milhões de toneladas de milho na temporada 2017/18, resultado 5,6% menor que o obtido na safra passada, quando o Estado foi responsável pela produção de 7,52 milhões de toneladas do cereal.

Queda prevista - De acordo com o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo Antônio de Oliveira Neto, a retração na produção do milho já era esperada, uma vez que os preços não atingiram os patamares projetados pelos produtores.

“Desde o primeiro levantamento da Conab para a safra 2017/18, já tínhamos a certeza de uma queda da produção de milho. Até o momento, o clima está favorável para a produção. Tivemos um atraso no início do plantio da primeira safra, o que pode atrasar também a implantação da segunda safra. Isso traz uma preocupação com a janela de plantio, que está menor e aumentando os riscos climáticos com o milho plantado mais tarde”, explicou Oliveira Neto.

Soja - Retração também é esperada na colheita da soja no Estado. A estimativa aponta para uma queda de 2% no volume a ser colhido, que pode somar 4,96 milhões de toneladas. A redução se deve à produtividade, que ficou 4,2% inferior, com rendimento de 3,33 toneladas por hectare. Ao todo, a soja ocupa 1,48 milhão de hectares, aumento de 2,3%. “A soja está em processo de colheita. Quando se compara com o ano passado, fica difícil superar o volume colhido, porque foi um ano excepcional para a cultura. Na atual safra, a produtividade está dentro do esperado”, explicou Oliveira.

Leia também:
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Produção do País deve ser menor em 2017/18

Feijão e algodão -
Para o feijão, a tendência é de um volume estável na safra 2017/18. A previsão é colher 530,7 mil toneladas, montante praticamente igual ao da safra passada, com pequena redução de 0,8%.

A produção mineira na primeira safra será 1% menor, com a colheita de 193,3 mil toneladas. A área de cultivo ficou 3% inferior, com o uso de 156,2 mil hectares. Já a produtividade tende a crescer 2%, com rendimento estimado em 1,23 tonelada por hectare. Para a segunda safra de feijão, a previsão é colher 150,5 mil toneladas, o que representa uma retração de 3,2%. No período, a produtividade média será de 1,34 tonelada por hectare, variação positiva de 0,8%. A área destinada ao plantio ficou 3,9% inferior, com o uso de 112,2 mil hectares.

Para a terceira safra, que é irrigada, a projeção aponta para uma alta de 1,4% no volume de feijão a ser colhido, somando 187 mil toneladas.

Já no caso do algodão, os preços elevados praticados ao longo do ano passado e a tendência de demanda firme estimularam o maior plantio. Em Minas, a previsão é colher 88,2 mil toneladas de algodão em caroço, alta de 51,3% frente à safra passada. A área de plantio ficou 53,9% maior, somando 24 mil hectares. A produtividade pode alcançar 3,67 toneladas por hectare, queda de 1,7%.

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