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Negócios

12/09/2017

Salão Ana Araújo, tradicional no Mercado Central, abre 3ª loja em BH

Mírian Pinheiro
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A terceira unidade do Salão Ana Araújo, que há mais de 20 anos funciona em duas lojas no Mercado Central de Belo Horizonte, foi aberta no Shopping Cidade, no centro da Capital, com investimento de R$ 500 mil. O salão chegou ao centro de compras pouco depois de a sócia-proprietária Ana Araújo também abrir o primeiro quiosque da marca francesa de produtos de beleza L´Oréal, no mesmo shopping. A empresária projeta faturamento mensal de R$ 100 mil com a nova unidade. O negócio emprega, no total, cerca de 15 funcionários, sem contar os quiosques (um segundo foi inaugurado ontem, dia 11, no BH Shopping, região Sul). Para a abertura dos pequenos centros de revenda, ela investiu cerca de R$ 100 mil. Na unidade do Shopping Cidade, ela retira por mês algo em torno de R$ 60 mil.

Ana Araújo diz que trabalha com tíquete médio de R$ 100 e não tem visto crise nos salões que administra. Não é à toa que estima um crescimento de 40% no volume de clientes. O atendimento médio nos dois salões do Mercado Central é de mais de 50 pessoas por semana. “Na crise também podemos buscar oportunidades. E conseguimos negociar bem para abrir nossa unidade em um shopping de grande movimento como é o Cidade. Eu quero remar contra a maré e crescer ainda mais”, afirma.

Assim como os outros, a nova unidade é especializada em tratamentos capilares e trabalha também com revenda de mais de 20 produtos de beleza de luxo. No Mercado Central, o Salão Ana Araújo já é líder de vendas em produtos de beleza. Ana Araújo costuma brincar que o salão é um “paraíso dos cabelos” tamanho o número e a qualidade de seus produtos para tratamento, cujos preços variam de R$ 70 a R$ 1 mil. “Recuperamos os fios capilares das agressões sofridas em inúmeros tratamentos que muitas mulheres passam. Somos contra químicas agressivas no cabelo. Usamos produtos de extrema qualidade das melhores marcas do mundo”, ressalta a empresária.

Empresa familiar - Além dos tratamentos capilares, o diferencial do novo salão é funcionar todos os dias da semana, no horário de funcionamento do shopping. “Dificilmente um salão abre aos domingos e segundas”, lembra Ana Araújo. As inovações para o salão costumam vir da Europa. “Estamos sempre atrás de feiras de beleza que acontecem em outros países. É uma forma de buscarmos conhecimento e trazer novas tecnologias para nossos clientes”, diz.

A história do salão Ana Araújo passa por um modelo muito tradicional de negócios no Brasil, o das empresas familiares. Ana Araújo diz que o pai, militar, foi barbeiro na polícia. “Era muito exigente. Tinha o dom do corte. Acho que herdamos um pouco disso dele”, relembra.
Mas a coragem e a audácia de sair de Itapecerica, região Centro-Oeste de Minas, foi do irmão Antônio Nelson, que veio para a capital mineira há mais de 40 anos e abriu um salão unissex no bairro Nova Suiça, região Oeste. Determinado e com muito jeito para as tesouras, o jovem aos poucos foi fidelizando a clientela no bairro e o pequeno salão começou a ter grande movimento.

Os irmãos foram chegando à cidade e aprendendo com Antônio Nelson. As irmãs Ana, Eni e Jane Araújo foram as primeiras que chegaram para trabalhar com o irmão. “Aprendemos muito com ele e fomos atrás de vários cursos profissionalizantes para crescermos juntos”, comenta Ana Araújo. O salão ficou pequeno para tanto movimento e com o tempo foi preciso ir para um espaço maior no mesmo bairro.

Com o falecimento de Antônio Nelson, irmão mais velho, as irmãs se uniram ainda mais e juntas buscaram formas de alavancar ainda mais o negócio. Foi assim que passaram a trabalhar também no salão com revenda de produtos de luxo para tratamentos capilares. “Começamos a pesquisar e vimos que essa era uma área bastante promissora e investimos nossa garra e dedicação também a esse novo negócio”, comenta Ana Araújo.

A visão empreendedora da família deu resultados. Foi preciso buscar outros irmãos para trabalhar na empresa, como Lacerdino Lopes, que ficou na gerência. Já com clientela garantida no Nova Suíça, a família não se acomodou e resolveu abrir outra unidade em uma região de grande movimento. Foi desta forma que o salão chegou ao Mercado Central. “Era um local completamente inusitado para se abrir o salão e deu tudo certo, foi um trabalho com retorno garantido” comenta. Para ela, abrir uma empresa familiar no Brasil já não é fácil - em razão dos altos tributos -, que dirá mantê-la por décadas e “ainda ter de se reinventar”.

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