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Negócios

11/01/2018

Santa Casa economiza desenvolvendo seus próprios apps

Mírian Pinheiro
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Desde 2013, a iniciativa já totalizou uma economia superior a R$ 2,5 milhões por ano/Divulgação
2018 será o ano das mudanças e inovações em Tecnologia da Informação (TI) voltadas para melhoria de serviços de saúde prestados pelo Grupo Santa Casa, composto por Santa Casa BH, Hospital São Lucas, Centro de Especialidades Médicas Santa Casa BH, Instituto de Ensino e Pesquisa Santa Casa BH, Funerária Santa Casa BH e Instituto Geriátrico Afonso Pena.

De acordo com o coordenador de Desenvolvimento e Implantação de Sistemas, Marcone Alves Miranda, a expectativa é obter uma economia de R$ 1,5 milhão desenvolvendo internamente seus próprios aplicativos neste ano. Desde 2013, a iniciativa já totalizou uma economia superior a R$ 2,5 milhões por ano.

O investimento no setor de Tecnologia da Informação (TI) visa driblar as dificuldades financeiras da entidade, que tenta a redução constante de custos, sem prejudicar a qualidade na prestação dos serviços. “Além da melhoria contínua dos processos para melhor atendimento dos nossos pacientes”, completa Miranda.

Foram desenvolvidos até agora mais de 90 aplicativos, mas atualmente são 78 em funcionamento. O coordenador destaca entre eles o SGC (Sistema de Gestão de Qualidade) e os que compõem o controle de acesso do Grupo Santa Casa (GSCBH), como o Sistema de Gestão de Pessoas, que possibilita desde o recebimento do currículo de candidatos até a avaliação periódica do funcionário e o Sistema de Pedido de Materiais, que viabiliza todo o processo de compra de itens: da solicitação até a entrega do produto e o estoque no almoxarifado.

Outras soluções assistenciais desenvolvidas internamente como o Sistema de Prontuário Eletrônico (SPE) e o Sistema de Eletrônico de Procedimentos (SEP) também são salientados. “Os programas também viabilizam ganhos importantes como agilidade do atendimento, mais segurança para os pacientes e redução do uso de papel”, ressalta o gerente de Tecnologia da Informação da instituição, Sérgio Rocha. Como exemplo, ele cita o sistema de controle de acesso (catracas, relógios de ponto e outros dispositivos), cujo uso permitiu uma redução de custos estimada em R$ 300 mil/ano.

Os ganhos não param por ai. Segundo Rocha, se hoje o Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ), por exemplo, fosse adquirido de uma empresa de softwares custaria cerca de R$ 500 mil por ano à Santa Casa BH. “O aplicativo criado pelo GSCBH não apenas é eficiente, como ainda possui o BSC (Balanced Scorecard) - metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida na Harvard Business School (HBS)”, completa.

Outro aplicativo evidenciado por ele é o Sistema de Gestão de Rouparia do Bloco Cirúrgico. Desenvolvido por estagiários (em 2013) por apenas R$ 600, o programa economiza hoje para a instituição cerca de R$ 40 mil por ano.

Novidades - Até o final de março, o Centro de Especialidades Médicas Santa Casa BH (CEM SCBH) terá prontuário com certificação digital. Isso significa eliminação do uso de prontuários de papel. Também está sendo desenvolvido o Sistema de Gestão do Corpo Clínico Geral (todas as unidades do GSCBH), que permitirá o controle de informações sobre os médicos, como dados pessoais, locais onde prestam serviço, especialidades, gestão de pagamento de honorários, entre outras.

Outros projetos importantes também devem entrar em operação ainda no primeiro semestre de 2018. Uma das novidades é a utilização de nuvem Microsoft Azure em várias aplicações, como sistema Soul MV; Backup de dados, Service Desk e B.I (Business Intelligence) - ferramenta de apoio de tomada de decisão executiva.

Gerente de Tecnologia da Informação da instituição, Sérgio Rocha antecipa que também deve entrar em operação o Picture Archiving and Comunication System (PACS) nos serviços de Raio-X Digital (DR), Tomografia, Ressonância, Ultrassom e Hemodinâmica. “A tecnologia vai garantir mais velocidade na disponibilização de laudos destes exames para o paciente e o médico (transmissão on-line e arquivamento em nuvem), diagnósticos de imagem mais eficientes e redução do tempo de internação do paciente”, informa.

A implantação da TI Bimodal (modelo híbrido que integra estratégias modernas com métodos tradicionais de gestão, possibilitando assim o atendimento a demandas de acordo com suas características) será feita por meio de um departamento voltado ao chamado Modo 1 (TI Tradicional direcionada ao cumprimento de metas e SLAs - Service Level Agreement, que significa Acordo de Nível de Serviço e processos corporativos) e Modo 2, que ele explica ser uma TI inovadora direcionada, que busca novas tecnologias que possam agregar valor ao Grupo Santa Casa, tais como Inteligência Artificial, Analytics, Bigdata e Computação Cognitiva.

Impulso - Atualmente, a Gerência de Tecnologia da Informação do Grupo conta com uma equipe de 45 colaboradores. Segundo Rocha, o desenvolvimento desses aplicativos surgiu da demanda da entidade para enxugamento de custos. “Existe uma necessidade crescente de melhorias de processos, com intuito de melhorar a qualidade dos serviços prestados pela Instituição, reduzindo os custos”, explica.

Ele conta que, no início, os projetos eram desenvolvidos por uma equipe enxuta, em razão do cenário econômico vivido pela empresa naquele momento. A ‘equipe’ , diz, era composta somente por um analista e alguns estagiários, os quais foram contratados no decorrer dos projetos. Atualmente, há um departamento exclusivo de desenvolvimento de sistemas, que funciona dentro do setor de Tecnologia da Informação com cinco analistas de sistemas, que também iniciaram na Santa Casa como estagiários, e que foram contratados”, ressalta.

Para ele, a valorização do capital humano pela organização (que também financia cursos de qualificação e capacitação profissional) converge em resultados. “A partir do momento que se desenvolve uma aplicação aos moldes do setor, oferecendo soluções diferenciadas dos sistemas de mercado, de forma rápida e eficiente, é possível entregar uma solução mais adequada aos processos, garantido segurança e resultado”, avalia. Dependendo do problema a ser tratado, a equipe leva, em média, cerca de um mês para desenvolver um piloto de um aplicativo.

As tecnologias utilizadas no desenvolvimento dos sistemas internos, que atendem às áreas administrativa, assistencial e de suporte, são as mais recentes, como NET e Oracle. Os softwares são disponibilizados no portal de Micro Aplicativos do Grupo Santa Casa.

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