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DC Turismo

10/06/2017

São João ganha status de produto turístico

Minas tem várias opções "caipiras"
Daniela Maciel
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Extrema também não nega as origens e se prepara para receber 5 mil visitantes durante o ?Extremamente Caipira?/Divulgação
Cada vez mais ganhando o status de produto turístico, as festas juninas movimentam o turismo doméstico no Brasil e geram emprego e renda nas pequenas cidades e também nas metrópoles. A importância é tamanha que, a exemplo do Carnaval, o Ministério do Turismo (Mtur) vem investindo na divulgação dos festejos, bem como na realização de ações de promoção e apoio à comercialização para posicionar e promover os destinos turísticos que celebram os festejos juninos. Para tanto, foi elaborado um edital de Chamada Pública que selecionou cinco municípios brasileiros que celebram festejos juninos para receberem ações da Pasta.

Em Minas Gerais, as festas se espalham por todas as regiões do Estado. Cinco delas figuram no Calendário Nacional de Eventos, divulgado pelo Mtur. Na pequena Machacalis, no Vale do Jequitinhonha/Mucuri, os pouco mais de 7 mil habitantes se envolvem com a festa que, este ano, vai acontecer entre os dias 15 e 24 de junho, com uma prévia no dia 10, com a grande quadrilha na Praça da Matriz.

De acordo com o secretário municipal de Esporte, Lazer, Cultura e Turismo de Machacalis, Alexandre Amador de Souza Soares, são esperados 10 mil visitantes durante toda a festa. “A festa é uma tradição antiga, existe desde os primeiros anos da cidade. Fazemos questão de preservar essa cultura, mantendo eventos como a dança das fitas, o pau-de-sebo, a quadrilha, além das comidas e bebidas típicas. Hoje, recebemos visitantes dos municípios vizinhos, muitos machacalienses ausentes e turistas da Bahia e do Espírito Santo, pois estamos bem perto da divisa com esses estados”, explica Soares.

Aos poucos, a cidade que vive, principalmente, da pecuária de corte e leite e da agricultura familiar, vai dando importância ao turismo, que já é avaliado como a quarta atividade econômica mais importante. Nos dias de festa, a movimentação é grande não só em segmentos mais óbvios, como hotelaria, alimentação fora do lar e artesanato, como também entre as quituteiras, costureiras e as famílias que alugam suas casas para os visitantes.

“As festas juninas geram muitas oportunidades. Criamos uma estrutura capaz de garantir conforto e segurança para os moradores e visitantes. Boa parte das pessoas que vai trabalhar nos dias de evento é de microempreendedores individuais (MEI). Esse é um momento importante para a cidade. Estamos no processo de mapeamento dos nossos atrativos para conquistarmos direito ao ICMS Turístico. O próximo passo será nos integramos a um circuito turístico, provavelmente o Circuito das Pedras Preciosas”, afirma o secretário de Turismo de Machacalis.

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Por aí - Distante 645 quilômetros de Belo Horizonte, a ligação rodoviária com a Capital é de qualidade, contando com linha de ônibus diariamente. O aeroporto mais próximo fica em Teófilo Otoni, também no Vale do Mucuri. O acesso pode ser feito de ônibus, por meio de duas linhas que fazem vários horários por dia. A viagem leva cerca de duas horas e meia.

Do outro lado do Estado, no Sul de Minas, junto à divisa com São Paulo, Extrema também não nega as origens e se prepara para receber 5 mil visitantes durante o “Extremamente Caipira”, que acontece entre os dias 7 e 9 de julho. O evento, que abre o Festival de Inverno da Cidade, também abriga o Festival Sabores da Roça. Entidades sem fins lucrativos são convidadas a criar pratos que utilizem um ingrediente tema. Esse ano o escolhido foi a batata-doce.

Segundo a secretária de Turismo de Extrema, Ana Paula Odoni Michelini, a festa conta com diversas atrações características de festejos juninos com muita música, quadrilhas, barracas de alimentos, bebidas, decoração e ornamentos típicos da cultura caipira. “É um evento para marcar a mineiridade de Extrema. Esse é um ponto estratégico para nós. A cidade tem sua maior força econômica na indústria e agora trabalhamos para fazer do turismo a segunda potência. Os segmentos mais importantes são o ecoturismo, o turismo de aventura e o agroturismo”, afirma Ana Paula Michelini.

Como 1,5 mil leitos distribuídos entre hotéis e pousadas, a cidade vive uma fase em que a ocupação é mantida pelo turismo de negócios, durante a semana, e pelo de lazer, nos sábados, domingos e feriados. Distante apenas 100 quilômetros da capital paulista, tem nos moradores daquela cidade, do ABCD Paulista e do Sul de Minas, o maior contingente de visitantes. Para receber a todos, um moderno Centro de Atendimento ao Turista funciona na Praça da Matriz todos os dias.

Belo Horizonte está há 484 quilômetros e a viagem pode ser feita de carro ou ônibus em uma linha regular com vários horários. O aeroporto mais próximo é Viracopos, em Campinas, mas não existe transporte direto para Extrema de lá. A baldeação tem que ser feita em Bragança Paulista.

“Uma característica interessante de Extrema é o turista de segunda residência. Temos cerca de 6 mil chácaras que são a segunda casa de pessoas que moram, principalmente, em São Paulo. Por isso não faltam leitos para os nossos visitantes e mantemos uma taxa de ocupação satisfatória”, destaca a secretária de Turismo de Extrema.

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