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Finanças

07/12/2017

Selic atinge o menor patamar da história

Comitê de Política Monetária decidiu ontem reduzir a taxa em 0,5 ponto percentual, a 7% ao ano
ABr/Reuters/FP
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Copom não descarta nova redução na taxa básica de juros e estima inflação de 2,9% neste ano/Luciano Freire/Abr
Brasília - O Banco Central cortou ontem a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, a 7% ao ano, movimento amplamente esperado pelo mercado e que leva a Selic ao seu menor nível histórico, deixando a porta também aberta para nova redução adiante, mas ressalvando que encarará a investida com “cautela”.

“Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o comitê vê, neste momento, como adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária” informou o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

E completou: “essa visão para a próxima reunião é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores. Para frente, o comitê entende que o atual estágio do ciclo recomenda cautela na condução da política monetária”. O BC também passou a ver a inflação em 2017 em 2,9 %, abaixo do piso da meta oficial.

Em pesquisa Reuters, 52 de 53 economistas esperavam que o Copom reduzisse os juros em 0,50 ponto percentual. A única aposta dissidente foi do HSBC, que previa corte de 0,25 ponto.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, anteriormente o nível mais baixo da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

Apesar do corte, o Banco Central está afrouxando menos a política monetária. De abril a setembro, o Copom reduziu a Selic em 1 ponto percentual. O ritmo de corte caiu para 0,75 ponto em outubro e para 0,5 ponto na reunião de ontem.

Entidades - Em nota, o presidente do Sistema Fiemg, Olavo Machado Junior, aplaudiu a decisão do Copom de reduzir a taxa Selic. Ele vê sinais claros de recuperação da economia, como a expansão de 0,6% do PIB no acumulado do ano até o terceiro trimestre. Mas alerta para a necessidade de superarmos obstáculos, como a necessária reforma da Previdência, para não corrermos o risco de retroagir. “A decisão precisa ser comemorada, principalmente por termos convivido, no Brasil, com um ambiente político-econômico conturbado como o dos últimos anos”, disse.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Bruno Falci, afirma, em nota, que essa decisão é positiva e tem contribuído, significativamente, para a retomada do crescimento da economia também aponta a melhora em alguns indicadores e a expectativa de que comércio encerre este ano com crescimento de 1,7%. “Porém, é necessário que o governo federal siga aprovando as reformas e tomando medidas que são essenciais para a sustentabilidade do País”, disse.

Rendimento - A queda da taxa básica de juros para 7% ao ano deixou a poupança mais atrativa que a maioria dos fundos de investimento de renda fixa, em especial aqueles com taxa de administração salgadas, de acordo com simulações feitas pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. A estima o rendimento mensal da poupança em 0,40% com a Selic a 7% ao ano.

Pelas contas da associação, fundos com taxa de até 0,5% ao ano batem a rentabilidade da poupança, independentemente do prazo de resgate considerado. A caderneta ganha de fundos com taxa de 1% ao ano em caso de resgate em até seis meses, mas perde se o dinheiro ficar acima desse período aplicado nesses produtos.

A poupança perde também para fundos com taxa de administração de 1,5% se o resgate for feito em mais de dois anos e empata se o dinheiro for sacado entre um e dois anos. Em prazos menores, a caderneta ganha.

Já fundos com taxas acima de 2% ao ano perdem para a caderneta independentemente do prazo considerado.

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