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Economia

24/05/2018

Sem acordo, caminhoneiros decidem continuar greve

Reuters
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Brasília - Caminhoneiros continuarão de braços cruzados hoje depois do fracasso de uma reunião da categoria com representantes do governo federal na tarde de ontem, que não conseguiu atender à reivindicação dos motoristas para redução dos custos do óleo diesel.
Tanto a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) quanto a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) saíram da reunião afirmando que o governo não apresentou propostas para o fim da paralisação, que reúne cerca de 450 mil motoristas e já afeta uma série de setores da economia.

“O governo foi irresponsável com a situação que está o País hoje. O governo foi avisado com antecedência e nem mesmo abriu negociação”, afirmou o presidente da CNTA, Diumar Bueno, após o fim da reunião que contou com presença do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e dos Transportes, Valter Casimiro.

Ele se referiu a tentativas de negociações com o governo desde que a Petrobras adotou em meados do ano passado política de preços que permite reajustes diários nos preços dos combustíveis, algo que reduziu a previsibilidade dos autônomos na cobrança dos fretes.

Uma das soluções apontadas pelo governo, a de zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), depende de aprovação, no Congresso, de projeto para reoneração da folha de pagamentos, disse Padilha a jornalistas após a reunião. Entretanto, para os caminhoneiros, essa solução é insuficiente porque o tributo representa cerca de apenas 1% do custo total do diesel.

Já sobre a incidência de PIS/Cofins sobre o combustível, o ministro comentou que o governo está estudando como fazer uma redução.

Prazo - Segundo o presidente da Abcam, que representa cerca de 600 mil caminhoneiros dos 1 milhão que existem no País, José da Fonseca Lopes, a categoria concordou em dar um prazo até sexta-feira para o governo chegar a uma saída para redução efetiva no custo dos combustíveis. O prazo se refere ao livre trânsito de caminhões que transportam produtos essenciais como medicamentos e alimentos que precisam de refrigeração.

“Vai continuar tudo (a paralisação). A única coisa que nós concordamos é a liberação de carga viva, alimentos perecíveis, medicamentos e oxigênio, é só isso. Só isso que vai estar liberado, agora, depois de sexta-feira, aí não vai estar nada liberado, vai parar tudo”, disse Lopes a jornalistas.

Os representantes dos motoristas terão uma nova reunião com o governo na tarde de hoje e outra amanhã. Segundo Lopes, se “houver uma boa notícia, aí vamos suspender o movimento”.

Questionado se a categoria poderia aceitar uma redução parcial na PIS/Cofins sobre o diesel para encerrar a paralisação, Lopes respondeu: “Não, só se zerar. Se nós não conseguirmos isso, nós não vamos conseguir mais. Infelizmente, a verdade é essa.”

Leia também:
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Impactos - Setores da economia já acusavam problemas decorrentes da paralisação no transporte de cargas. Ontem a tarde, entidades representativas de supermercados, como a Abras, e de farmácias, Abrafarma, citavam desabastecimento de lojas. Produtores de carnes informaram que 129 fábricas estavam paradas no País por causa da paralisação dos motoristas e que 90% da produção nacional poder ser interrompida até amanhã, se os protestos continuarem.

Segundo o diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Aurelio Amaral, há problemas de abastecimento de combustíveis nos aeroportos de Brasília e Congonhas, na capital paulista. Em Brasília, a Inframerica, concessionária que administra o aeroporto da capital federal, informou ontem que somente pousarão no terminal aviões com capacidade para decolar sem necessidade de abastecimento no aeroporto.

Enquanto o impasse continua, decisões judiciais estão sendo tomadas para desobstrução das rodovias. O juiz Marcelo Pinheiro, da 16ª Vara Federal no Distrito Federal, autorizou ontem o uso da força policial para reintegração de seis estradas federais que estão com o tráfego interrompido. O juiz acolheu pedido de liminar da União Federal contra a Abcam, em razão de bloqueio total nas rodovias BR-070, BR-040, BR-050, BR-060, BR-080 e BR-251.

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