16/08/2018
Login
Entrar

DMEP - Cegueira das Organizações

26/06/2018

Será que devo investir nesta startup? (Parte 3)

Bruno Pfeilsticker*
Email
A-   A+
No ensaio anterior, publicado nesta coluna em 08/05/2018 discutiu-se os parâmetros de avaliação normalmente utilizados para análise e tomada de decisão de investimentos em startups. Além disso, abordou-se o alto nível de risco envolvido neste tipo de operação. Neste artigo objetiva-se discutir alternativas para mitigar tal condição, em um segmento em que as taxas de mortalidade de empresas são altas, especialmente em ecossistemas de inovação menos maduros.

Aqui na DMEP entendemos que quatro grandes pontos podem ajudar a mitigar o risco deste tipo de investimento: definir e, sobretudo, utilizar bons critérios de seleção, garantir aportes follow on durante o ciclo de vida das empresas, buscar um portfólio diversificado e ter o envolvimento de executivos competentes.

O primeiro ponto, ter bons critérios de seleção, garante, no mínimo, que os parâmetros chave de caracterização de um bom negócio sejam atendidos. Neste sentido é importante que estes critérios possam refletir e se adequar ao momento de vida da startup. Ou seja, é preciso que haja itens de avaliação específicos para um negócio que esteja na fase de validação, implantação ou crescimento, conforme ensaio anterior.

Garantir a disponibilidade de recursos financeiros ao longo do ciclo de vida das empresas é essencial. Para uma startup, dinheiro é como oxigênio. Se ele acabar, a empresa morre. Este mercado exige velocidade, dinamismo e objetividade. Se não for possível imprimir o ritmo necessário para o crescimento, embasado na disponibilidade financeira, o risco de fracasso aumenta. Desta forma, buscar a garantia de investimentos follow on é fator chave de sucesso para uma companhia.

O terceiro fator chave a ser discutido é a possibilidade de diversificação do portfólio de empresas investidas. Sabe-se que o percentual de mortalidade de startups é muito alto. É comum observar- nos programas de aceleração ou nos investimentos de fundos seed, que menos de 10% do portfólio de empresas performe de forma diferenciada. O restante das empresas normalmente tem um desempenho mediano ou fecha as portas. Desta maneira, é importante que não se coloquem todas as fichas em uma só aposta. As chances de sucesso de um portfolio de empresas é maior. Ou seja, o fracasso de alguns investimentos pode ser compensado pelo sucesso de outros.

O último ponto a ser destacado é a presença e envolvimento de executivos de primeira linha na gestão das empresas. Estes últimos têm um papel fundamental no sucesso de uma startup. Fazem o plano acontecer. É preciso que estes profissionais estejam inseridos na empresa desde o início, ou pelo menos que exista a abertura para a inserção dos mesmos. Isto, de fato, ajuda a minimizar os riscos do não sucesso.

Não há a pretensão em esgotar o tema neste ensaio, mas certamente estas dimensões ajudam a minimizar os riscos no segmento. É claro que não há garantias de sucesso na rota de crescimento destas empresas. É preciso que se adotem medidas específicas que ajudem na estruturação e performance deste perfil de negócio, tema este a ser abordado nos próximos ensaios.

*Sócio-diretor da DMEP

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

14/08/2018
Sua equipe é competente ou está competente?
A competência de uma organização, equipe ou indivíduo não pode ser medida a priori. E há uma questão de base importante que justifica essa...
07/08/2018
Como vender a minha empresa? Parte 8
Hoje encerro a séries de ensaios sobre “Como vender a minha empresa”, iniciada em julho de 2017, resgatando os pontos mais importantes deste processo. Definir o motivo da venda...
24/07/2018
Implantação venture: lançar produto, abrir mercado e organizar o negócio. Tudo ao mesmo tempo agora!
Nos artigos anteriores, tivemos a oportunidade de discorrer sobre quatro das cinco fases do sistema GDNi® – Gestão do Desenvolvimento de Negócios Inovadores e Impactantes...
03/07/2018
Boca a boca eletrônico e a gestão de negócios na era digital
A popularização da internet possibilitou a criação de redes sociais eletrônicas nas quais as pessoas expõem diversos aspectos de suas vidas. A crescente...
19/06/2018
Agente integrador ou operador de um elo da cadeia de valor: Qual o melhor posicionamento?
O atual movimento de digitização ou transformação digital tem colocado a questão do posicionamento na cadeia de valor no planejamento dos novos negócios....
› últimas notícias
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


15 de agosto de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.