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DMEP - Cegueira das Organizações

08/05/2018

Será que devo investir nesta startup? (Parte 2)

Bruno Pfeilsticker*
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Em ensaio anterior falamos sobre o processo de tomada de decisão de investimento em uma startup. Destacamos que os investimentos neste tipo de negócio, em suas diferentes modalidades, momentos e portes, estão cada vez mais comuns, motivados por diferentes fatores. Neste ensaio iremos discutir uma outra dimensão do processo de decisão, abordando diferentes critérios a serem analisados durante o processo de análise de investimento.

Os critérios de análise são inerentes aos diferentes momentos das startups. Aqui na DMEP, conforme ensaio anterior, trabalhamos com 3 momentos distintos. O primeiro é o da validação, em que a empresa precisa provar seu conceito, sua ideia e produto. O segundo é o da implantação, quando a empresa com um conceito validado começa a entrar no mercado e a gerar receita. O terceiro é o do crescimento e expansão.

No momento da validação, os critérios essenciais a serem avaliados buscam delinear a relevância do negócio. O primeiro é o problema trabalhado. Será que existe uma dor específica e clara que está sendo mitigada? Nesta linha, é preciso entender se este problema além de relevante é grande. Ou seja, qual o tamanho de mercado deste problema? O terceiro ponto é o produto. De fato, a solução proposta é diferenciada, atende ao problema foco e possui alguma barreira de entrada? Por último, é preciso entender a estrutura do time. Existe uma equipe multidisciplinar capaz de entregar a solução prometida? Qual o perfil dos empreendedores?

No momento de implantação, os pontos principais a serem checados avaliam a aderência mercadológica do produto/empresa. Primeiro deve-se avaliar a aceitação do produto no mercado. Qual a percepção do produto no mercado? Já estão sendo geradas receitas significativas? Em segundo lugar deve-se avaliar a rota para o mercado. Já existem uma estrutura e estratégia de venda e penetração de mercado delineadas? Uma terceira dimensão fundamental é o custo de aquisição de clientes? Quanto se gasta para atrair um novo cliente? Existe algum direcionamento para otimizar este custo? Ainda no momento de implantação é essencial reavaliar a equipe, sua adequação e evolução das competências internas da empresa.

No terceiro momento, de crescimento e expansão, busca-se avaliar a rota de escalabilidade e desempenho da empresa. Um primeiro critério a ser avaliado são os resultados financeiros e o direcionamento à otimização da operação. O negócio é escalável? Depois disso, avalia-se a capacidade de gestão da equipe e do atingimento de resultados prometidos. Avalia-se os níveis de governança da empresa e seu alinhamento ao compliance e boas práticas. Por último, avalia-se o valuation do negócio que, em tese, nesta fase, já tem uma rota de crescimento sustentável definida.

Normalmente constrói-se um score model com todas estas dimensões e faz-se uma avaliação criteriosa de cada projeto. É preciso dizer que o investimento em startups é de altíssimo risco, muitas vezes mais incerto que o próprio mercado de ações, com empresas consolidadas. Estamos falando de negócios em construção que podem crescer e gerar resultados financeiros magníficos, mas que podem também fechar as portas rapidamente. Sabe-se que no mundo das startups a taxa de mortalidade de empresas é altíssima, sendo este índice acentuado em ecossistemas de inovação menos maduros. Como mitigar este risco? Esta é uma pergunta a ser respondida no próximo ensaio.

* Sócio-diretor da DMEP

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