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Economia

14/06/2018

Serviços são 37% da receita da Helibras

Empresa projeta que em cinco anos o segmento passe a ser responsável por 50% de seu faturamento
Leonardo Francia
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A planta de Itajubá tem parte da produção voltada para fabricação do modelo militar H-XBR/Divulgação
Desde 2013 ampliando os negócios no segmento de serviços e reforçando essa estratégia a partir de 2017, hoje a área já responde por 37% a 38% da receita da Helicópteros do Brasil (Helibras), com planta em Itajubá (Sul de Minas). A projeção é que o segmento alcance uma participação de 50% do faturamento da empresa dentro de cinco anos ou antes.

“Desde 2013, começamos a perceber a necessidade de ampliar esse braço de serviços, com apoio logístico e suportes necessários para prolongar a vida de uma aeronave. Não se pode vender um helicóptero e abandonar o cliente, mesmo porque, existem certas revisões e manutenções que são mandatórias no setor. Esse trabalho ficou mais forte a partir do ano passado e, hoje, em termos percentuais, o segmento responde por 37% a 38% da receita”, aponta o gerente de Marketing e Operações Comerciais da Helibras, Mauro Ayres.

De acordo com Ayres, a Helibras estima que o segmento de serviços alcance uma participação de 50% no faturamento da empresa dentro de cinco anos, ou até antes. A empresa já criou linhas de serviço com diferentes opções, como controle de gastos, manutenção, preparo ou troca de peças.

Outra ação nessa área foi a criação de uma plataforma de atendimento on-line, onde o cliente pode fazer um pedido e acompanhar o status dele até a entrega. Existe ainda uma linha de serviços batizada de Hcare, que se baseia em contratos anuais, com valores preestabelecidos, onde o cliente paga pelos serviços contratados anualmente.

Além dos negócios no segmento de serviços, o mercado de óleo & gás offshore nacional parece mostrar sinais de recuperação depois de alguns anos estagnado, já que seu principal player, a Petrobras, esteve envolvida em escândalos de corrupção e corte de investimentos.

“Este mercado é dependente da performance do País na extração do petróleo e sabemos que o preço do barril está subindo. Ao mesmo tempo, enxergamos uma reestruturação da Petrobras, que não é o único, mas é o maior comprador do segmento. Então, já estamos vendo novos contratos, licitações e oportunidades para colocarmos nossos helicópteros nesse mercado”, disse.

Outro mercado importante para a fabricante de helicópteros com planta em Itajubá é a aviação executiva no Brasil. Segundo Ayres, o segmento é tão relevante para a empresa que 54% das 700 aeronaves que atuam neste mercado dento do País são da Helibras. “O segmento executivo é o maior filão para a Helibras”, pontuou.

A planta da Helibras em Itajubá se destina, primeiramente, a atender o mercado da América Latina e do Brasil. Entretanto, como uma das subsidiárias da divisão de helicópteros do grupo Airbus, existe a possibilidade da unidade atender outros mercados, mediante a demanda de outras subsidiárias do próprio grupo no continente, ou mesmo na Europa, conforme explicou Ayres.

Forças Armadas - Atualmente, a planta de Itajubá tem parte da sua produção voltada para a fabricação do modelo militar H-XBR para as Forças Armadas Brasileiras e na modernização dos modelos Pantera e Fennec, além de atender também o mercado civil nacional.

O contrato com o Ministério da Defesa foi assinado em 2008 e prevê o fornecimento de 50 modelos para as Forças Armadas, em um negócio da ordem de 1,8 bilhão de euros e resultado de acordo entre os governos do Brasil e da França. Para a fabricação dos modelos, a fábrica mineira recebeu R$ 420 milhões em investimentos.

Até o momento, a Helibras informou que 30 unidades já foram entregues e estão em operação. Os 20 helicópteros restantes serão entregues até 2022. Em relação à modernização dos modelos Pantera e Fennec, ao todo, são 34 e 36 aeronaves, de cada tipo, respectivamente. Um terço do total já foram entregues.

Desde a última terça-feira (12), a Helibras está participando do Encontro Nacional de Aviação de Segurança Pública e Defesa Civil (ENAvSeg), em Belo Horizonte, que termina hoje. A empresa abocanha 85% deste mercado no País, sendo líder nacional no segmento, inclui aeronaves usadas pelos governos municipais, estaduais e federal, por polícias militares e civis, além do corpo de bombeiros.

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