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Economia

10/11/2017

Setor da construção civil está menos pessimista em Minas Gerais

Índice de confiança apresentou melhora, mas empresários continuam insatisfeitos
Leonardo Francia
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A capacidade operacional do setor está em 49,2%/José Cruz/ABr
O empresário da construção pesada de Minas Gerais continua insatisfeito em relação às condições atuais de negócios e às perspectivas de novos negócios no setor. Apesar da falta de confiança, o índice de setembro deste ano apresentou melhora frente ao da última pesquisa, em novembro de 2016. De forma geral, o pessimismo quanto ao futuro diminuiu, mas os resultados atuais continuam ruins.

Isso foi o que mostrou a pesquisa Cenário da Construção Pesada em Minas Gerais, realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), divulgada ontem.

O índice que mede a confiança do empresário do setor no Estado bateu em 48,1 pontos em setembro deste ano, 8.6 pontos maior do que o de novembro de 2016 (39,5 pontos), mas já se aproximando dos 50 pontos, que passa a ser positivo nesse valor.
“Houve uma melhora nas expectativas, mas quando se olha para os resultados e indicadores do momento, a maioria piorou. O que estamos vendo é que está ocorrendo uma pequena melhora no mercado de infraestrutura”, afirmou o presidente do Sicepot-MG, Emir Cadar Filho.

Conforme a pesquisa, o indicador de condições atuais apontou insatisfação dos empresários, ao permanecer abaixo da linha dos 50 pontos, com 38,9 pontos. Por outro lado, as expectativas para os próximos seis meses são positivas (52,7 pontos) e o otimismo é maior em relação à economia brasileira (61,9 pontos).

Em agosto de 2017, o índice de atividade marcou 30,9 pontos, e o de emprego, 32,3 pontos, sinalizando para contração do setor em relação aos seis meses anteriores à realização da pesquisa. No entanto, esses resultados são melhores que os registrados na pesquisa anterior (27 e 28 pontos, respectivamente).

Malha rodoviária - Para o presidente do Sicepot-MG, “o governo chegou em um ponto que não tem mais como não investir na infraestrutura do País”. Entre os fatores que estão colaborando para melhorar as expectativas dos empresários do setor, ele citou a realização de obras de manutenção na malha rodoviária estadual, obras da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e outras, ainda em licitação, da Prefeitura de Belo Horizonte.

A pesquisa também mostrou que o índice de utilização de capacidade operacional fechou em 49,2% em agosto de 2017, indicando, segundo a entidade, que menos da metade das máquinas, equipamentos e funcionários das empresas do setor estavam em atividade nos seis meses anteriores à realização da pesquisa.

Em setembro de 2017, a falta de oferta de obras foi citada como o maior problema enfrentado pelas empresas do setor, conforme indicado por 79% dos entrevistados. A competição desleal subiu duas posições, passando do quarto lugar para a segunda posição no ranking, com 53% das respostas. A inadimplência dos clientes caiu do segundo para o terceiro lugar, com 35% das citações.

“A inadimplência no setor é um problema, porque nenhum governo, em qualquer esfera, consegue pagar em dia, por burocracia, má gestão interna ou falta de pagamento mesmo. Com isso, não conseguimos trabalhar com o recebimento em dia e isso é um complicador importante”, disse Cadar Filho.

Segundo ele, a inadimplência faz com que as empresas, que já têm que lidar com a falta de capital de giro, recorram ao mercado financeiro para cobrir a falta de pagamento. E os juros dos empréstimos acabam deixando as operações ainda mais caras.

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