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Economia

13/02/2016

Setor de materiais de construção registra forte queda nas vendas de janeiro

Negócios reduziram 18% no mês
Gabriela Pedroso
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O aumento da alíquota do ICMS em Minas Gerais impactou fortemente as vendas do setor de material de construção/Alisson J. Silva
Reflexo da desaceleração da economia, o ano de 2016 não começou bem para as vendas de material de construção no varejo em Minas Gerais. Seguindo uma tendência nacional, as lojas do segmento no Estado apresentaram uma queda expressiva em janeiro frente a dezembro de 2015. Com unidades em Belo Horizonte e região metropolitana, a Cerâmicas Nacionais Reunidas (CNR), tradicional no ramo, viu suas vendas reduzirem em 18% no período, mesmo percentual observado pela Bel Lar Acabamentos, com lojas na Capital e Betim.

O aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), de acordo com diretores das duas empresas, diminuiu a competitividade do produto ofertado em Minas e, consequentemente, fez cair o número de vendas no começo deste ano. A nova alíquota, aprovada pelo governo do Estado em 2015 e válida desde 1º de janeiro, foi anunciada como medida para cobrir o déficit orçamentário de Minas em 2016.

"Perdemos muito com o aumento do imposto (ICMS). Houve a elevação da alíquota em Minas e, em São Paulo, nosso principal concorrente, não. Antes, pagávamos 5,4%, e agora foi para 16,1%. Há o fator crise também, o desemprego aumentou, mas o aumento do ICMS foi uma ducha de água fria para a gente, que mais impactou negativamente", afirma o diretor comercial da CNR, Cristiano Lana Vasconcelos.

Na comparação entre janeiro de 2016 e do ano passado, a CNR também apresentou uma queda de 10% no comércio de material de construção. Em 2015, a empresa registrou um crescimento nominal de 8% frente a 2014.

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Desempenho -  Apesar das dificuldades e da falta de perspectiva de melhora na economia, Vasconcelos destaca que a rede de lojas de varejo, especializada na venda de materiais de construção e acabamentos, traça seus planos em busca de melhorar o desempenho já neste ano. Um dos projetos é instalar uma loja em Conselheiro Lafaiete. "A gente não pode parar, tem de andar para frente".

Diretor comercial da Bel Lar Acabamentos, Daniel Miranda lembra que, mesmo com o número negativo em janeiro, a empresa apresentou um crescimento real de 5% em 2015. O público-alvo da Bel Lar - classes A e B -, segundo ele menos afetado pela crise, ajudou o negócio a fechar o ano no azul. Em fevereiro, Miranda já percebeu um aumento nas vendas. O sábado de Carnaval foi o melhor dia do mês, de acordo com o diretor Comercial. "Em 2016, se conseguirmos pelo menos manter os números de 2015, vai ser fantástico. A descrença está grande no governo. Não temos muitas perspectivas vindas de Brasília. Estamos acreditando realmente na inovação, em atuarmos com um bom produto e preço. A mudança vai ter que ser mesmo por parte das empresas", ressalta Miranda.

Com um mix variado de produtos, voltados para todas as classes sociais, a Santa Cruz Acabamentos conseguiu lidar com as turbulências da economia em 2015 e teve um desempenho semelhante ao de 2014. Já em janeiro, a empresa apresentou uma queda de 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, o que, no entanto, não preocupa o diretor Administrativo-Financeiro da Santa Cruz, Ronaldo Garcia.

"Houve uma pequena retração entre janeiro deste ano e janeiro de 2015, mas isso é fácil de perceber o porquê. Não é uma queda que preocupa, porque tem a ver também com o período de férias, quando normalmente diminui o volume de negócios. Nos últimos quatro ou cinco anos, o segmento de material de construção esteve muito aquecido, então janeiro não tinha essa retração. Como agora há um cenário crítico na economia, a curva está voltando a ser como antes", diz Garcia, que acredita em um 2016 semelhante ao ano anterior.

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