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DC Sustentabilidade

21/11/2015

Setor de reciclagem de alumínio faturou R$ 54,6 bilhões em 2014, aumento de 4,2%

Daniela Maciel
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Até 2014, a Rexam investiu US$ 53 milhões em sua reativação/Divulgação
Dados do Anuário Estatístico 2014, publicado pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), revelam que a indústria do alumínio no Brasil faturou R$ 54,6 bilhões em 2014 com bens minerais, alumina, alumínio primário, semimanufaturados e transformados, incluindo a reciclagem do metal. Esse montante foi 4,2% superior ao exercício de 2013 e respondeu por 4,9% na participação no Produto Interno Bruto (PIB) industrial. Os investimentos do setor totalizaram R$ 4,2 bilhões e o recolhimento de impostos totalizou R$ 11 bilhões.

Os dados de 2014 refletem o fraco desempenho da economia nacional. O consumo doméstico de produtos transformados recuou 5,5%, resultado da queda de demanda em quase todos os segmentos econômicos que utilizam o metal. A exceção ficou com embalagens, único com resultado positivo, em função do crescimento da utilização do alumínio para a indústria de alimentos e bebidas.

A indústria do alumínio fechou 2014 com 730 mil toneladas de capacidade ociosa de produção do metal primário, se comparado ao maior nível atingido em 2009. Como consequência, o País voltou, depois de décadas, a ser importadorde alumínio primário e está cada vez mais dependente de fontes externas de metal para suprir o consumo doméstico.

Em julho de 2015, conforme noticiado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, a norte-americana Alcoa, líder nacional na produção metais leves, anunciou o fechamento da unidade de alumínio primário em Poços de Caldas, no Sul de Minas. As operações na planta já estavam suspensas desde maio do ano passado, quando foram paralisadas três linhas de produção. O fechamento da planta mineira reduziu a capacidade total de produção da Alcoa neste segmento em 96 mil toneladas, caindo para 3,4 milhões de toneladas por ano.

Contramão – No Brasil desde 1996, a Rexam contraria o mercado, produzindo latinhas de bebida para as principais envasadoras do Brasil. A empresa faz parte de um dos grupos líderes globais na fabricação das “latinhas”, com presença em mais de 20 países, 8 mil funcionários e 55 fábricas espalhadas pelo mundo. No Brasil, encontra-se a sede de uma da mais importantes unidades de negócios da companhia, a Rexam Beverage Can South America, responsável pelas 13 plantas de latas e tampas de alumínio para bebidas da América do Sul. São, ao todo, mais de 2 mil funcionários na região, distribuídos em 11 fábricas no Brasil, uma no Chile, outra na Argentina e um escritório central no Rio de Janeiro.

Entre as plantas brasileiras, duas estão em Minas Gerais. A pioneira, em Pouso Alegre, e a outra em Extrema, ambas no Sul de Minas. Segundo o diretor comercial da Rexam na América do Sul, Renato Estêvão, Pouso Alegre foi a primeira planta de latas do Brasil, inaugurada em 1989, e se manteve em operação até 2002. A volta das atividades aconteceu em 2010. Até 2014, a Rexam investiu US$ 53 milhões em sua reativação. Atualmente, são 118 colaboradores que produzem 1,6 bilhão de latas anualmente.

“Em 2009, o consumo estourou no Brasil. Reabrimos Pouso Alegre com uma linha de produção. Ao longo de 2011, colocamos uma segunda linha focada em latas especiais. De 2013 para cá, o mercado mudou muito. Outros formatos chegaram e habilitamos Pouso Alegre para fabricar latas de 269ml e 473ml. Já Extrema é totalmente focada na produção das latas de 350ml (2,4 bilhões de latas ao ano)”, explica Estêvão.

As unidades de Minas Gerais respondem por de 20% a 25% do produzido pela Rexam no Brasil. Já o consumo mineiro está em 12%. As fábricas de Minas atendem clientes na região Sudeste e a planta de Pouso Alegre atende também estados de outras regiões. “A nossa equação está sempre associada às linhas de envase dos clientes e aos centros consumidores. Nos próximos dois anos, não faremos muitos investimentos em Minas. Hoje, apesar do mercado de bebidas estar caindo, o mercado de latas vai crescer. O que estamos olhando é essencialmente um controle de custos ainda mais forte, uma gestão muito eficiente da capacidade e estoques e discutimos com os clientes possibilidades de inovação que nos ajudem a crescer”, analisa o diretor comercial da Rexam na América do Sul.

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