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Economia

14/04/2018

Setor de serviços registra queda de 3,5% em Minas

Serviços de informação e comunicação e aqueles prestados às famílias puxaram recuo do índice do IBGE
Ana Carolina Dias
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O setor de serviços em Minas Gerais continua enfrentando dificuldades para mostrar variações positivas. Em fevereiro deste ano, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi registrada uma redução do segmento de 0,8% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal. No Brasil, o índice de volume de serviços avançou 0,1% durante o mesmo período. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o Estado apresentou recuo de 3,5%, enquanto o resultado nacional foi uma queda de 2,2%.

Na variação acumulada em doze meses, Minas apurou o 41º resultado negativo consecutivo, com recuo de 2,6%, e, no País, a queda foi de 2,4% nessa base comparativa. Das 27 unidades da Federação, apenas duas apresentaram resultados positivos no acumulado de doze meses, Mato Grosso (17,2%) e Paraná (5,1%). As quedas mais expressivas desse período foram registradas no Amapá (-11,2%) e no Distrito Federal (-10,5%).

A analista econômica do IBGE, Cláudia Pinelli, explicou que, enquanto o comércio e a indústria já conseguem mostrar tendências de melhora, o setor de serviços tradicionalmente demora um pouco mais a reagir às variações, tanto positivas quanto negativas, da economia, já que absorve as demandas de outros setores. “O setor de serviços ainda não está conseguindo demonstrar recuperação, principalmente no acumulado do Estado. É o setor que mais demorou a entrar na tendência de queda e é o que vai demorar mais a sair”, afirmou.

Ela ressaltou ainda que o ligeiro acréscimo no volume de serviços no País em fevereiro é atípico e concentrado tanto em termos setoriais como regionais, já que apenas uma das cinco atividades e 15 dos 27 estados brasileiros apresentaram índices positivos no mês. Com o resultado, o volume de serviços ficou 12,6% abaixo do ponto mais alto da série histórica, registrado nos meses de janeiro e novembro de 2014, e se manteve mais próximo do ponto mais baixo, registrado em março do ano passado.

“Mesmo o resultado positivo do Brasil não é muito expressivo, principalmente após recuo de 1,9% em janeiro, que praticamente devolveu o ganho acumulado dos dois últimos meses de 2017. O resultado nacional é muito concentrado, uma vez que a maioria das outras regiões teve resultados negativos”, disse Cláudia Pinelli.

Atividades – Os serviços de informação e comunicação, com recuo de 9,4% na comparação de fevereiro deste ano com o mesmo mês do ano passado, e os serviços prestados às famílias, que registraram queda de 8,2% no mesmo período em Minas Gerais, foram as principais atividades responsáveis pela variação negativa do volume de serviços.

De acordo com o levantamento do IBGE, a única atividade que obteve resultado positivo nessa base comparativa foi transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que manteve a trajetória de crescimento dos meses anteriores, com avanço de 1,8% em relação a fevereiro de 2017.

Segundo Cláudia Pinelli, o segmento de serviços prestados às famílias, que, até então, vinha apresentando taxas positivas, teve maior peso no resultado geral do Estado já que, em fevereiro, registrou um índice negativo e elevado.

“A atividade estava se destacando muito bem, com resultados bons, e ainda está com um acumulado muito forte. Todos os setores, principalmente os que prestam serviços às empresas, mantiveram a tendência de queda que já vinham apresentando”, avaliou.

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