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DC Turismo

23/12/2017

Setor hoteleiro começa a retomada na Capital

Ocupação dos hotéis da capital mineira deve fechar este ano entre 50% e 60% embalada pelo turismo de lazer
Daniela Maciel
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O Mercure estabeleceu estratégias para elevar a ocupação/Alessandro Carvalho
A hotelaria belo-horizontina continua sofrendo com a baixa ocupação. Os índices variaram entre 50% e 60%. Apesar do resultado não tão expressivo, o trade comemora uma pequena retomada, já que nos últimos anos a crise de demanda chegou a fazer com que vários empreendimentos fechassem as portas ou trocassem o foco da atividade.

De acordo com o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG), Diogo Alves da Paixão, o segundo semestre de 2017 aponta um viés de melhora, embalado, principalmente, pelo turismo de lazer. Dados da Pesquisa de Satisfação do Turista de Belo Horizonte 2017, divulgados recentemente pela Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), revelam que a Capital vem evoluindo na qualidade das ofertas de serviços turísticos e atraíndo um público cada vez maior interessado em lazer e descanso. 27,7% dos entrevistados este ano buscaram lazer ou descanso na cidade. Já 24,6% estiveram a trabalho ou negócios, e outros 21,4% visitaram amigos e parentes.

“Ainda não são os números dos nossos sonhos, mas eles trazem otimismo. O trade já começa a falar, inclusive, em contratações. O maior problema, agora, é o valor da diária média. Estamos praticando preços de seis anos atrás. Para 2018 a expectativa é otimista com a melhora do ambiente de negócios, mas temos que lembrar que é um ano de eleições. Se a política não interferir na economia, poderemos ter um bom ano”, avalia Paixão.

Apresentando resultados melhores que a média, o hotel Mercure Vila da Serra, que fica no bairro de mesmo nome, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), estabeleceu uma série de estratégias para garantir a média de 68% de ocupação.

De acordo com a gerente-geral da unidade, Francely Lopes, 2017 foi um ano duro, que exigiu muitos esforços para o equilíbrio dos resultados. “O Mercure Vila da Serra tem um desempenho acima da média. Devemos os números de 2017 principalmente aos grupos e aos turistas que vêm a trabalho. Estamos em uma região que sedia muitas empresas e esse relacionamento com elas é muito positivo. Apesar disso, também sofremos com a questão das tarifas. Houve uma queda de cerca de 6% do valor médio, porém crescemos em ocupação 7%, o que reequilibrou a conta. Para 2018 a expectativa é ter um ano estável em relação a este que está acabando”, afirma Francely Lopes.

Alimentação - O estreitamento das relações com a comunidade do entorno é uma dessas estratégias. O principal termômetro é aumento da frequência dos moradores e trabalhadores da região no restaurante do hotel. A tradicional Pizzaria Olegário, responsável pelo setor de Alimentação & Bebidas (A&B) do Mercure Vila da Serra há três anos, tem a porta voltada para a rua e recebe o público externo, inclusive, para o café da manhã.

“Antes não dávamos atenção ao setor de A&B, ele era apenas um serviço oferecido aos hóspedes. Hoje ele já é responsável por 30% do faturamento da Accor Hotels (multinacional francesa responsável pela marca Mercure). É fundamental ter um restaurante que agregue valor ao hotel e seja adequado ao perfil também do passante”, explica a gerente-geral da unidade Mercure.

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