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Economia

13/01/2018

Setor permanece em retração no Estado

Apesar da alta de 0,4% em novembro frente a outubro, em onze meses queda chegou a 2,3% ante 2016
Mara Bianchetti
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Na contramão do desempenho negativo do setor, a VGX prevê crescimento entre 20% e 30% neste semestre/Divulgação
Embora tenha apresentado, em novembro, um crescimento de 0,4% frente a outubro, na série com ajuste sazonal, o setor de serviços em Minas Gerais continua com números negativos no decorrer de 2017. O resultado positivo registrado de um mês para outro ocorreu após duas quedas consecutivas neste tipo de comparação, mas ainda não foi o suficiente para elevar os índices do acumulado do ano.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de acordo com a economista do IBGE Minas, Cláudia Pinelli, refletem o comportamento da economia de todo o País. "Tanto a crise econômica quanto a política interferem nos números do setor de serviços. Uma vez que estes campos não vão bem, não há demanda para a prestação de serviços em diversos ramos de atividades", justificou.

Na comparação de novembro com igual mês do ano anterior, Minas Gerais apresentou um recuo de 0,3%, enquanto o resultado nacional foi de queda de 0,7%. Quando considerados os onze primeiros meses de 2017, a queda em Minas foi de 2,3% sobre o mesmo período de 2016, número que no Brasil foi de -3,2%. Já no acumulado em doze meses a queda chegou a -2,1%, representando o 38º resultado negativo consecutivo para o Estado, acima dos -3,4% registrados pelo País.

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"Ao que tudo indica, vamos encerrar 2017 com queda no setor, uma vez que a elevação de 0,4% ocorreu somente na série com ajuste sazonal e de maneira insuficiente para incrementar as demais bases de comparação", avaliou a economista.

Quanto aos resultados por atividade, o levantamento apontou que, em Minas Gerais, o segmento de serviços de informação e comunicação (-16,2%) puxou para baixo o desempenho do setor de serviços em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Já os serviços prestados às famílias (20,6%), outros serviços (14,8%), serviços profissionais, administrativos e complementares (9,6%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (6,8%) registraram variações positivas no mesmo tipo de comparação.

Em relação ao acumulado de janeiro a novembro, o grupo de serviços de informação e comunicação manteve a liderança na queda dos resultados, com baixa de 11% sobre os onze meses de 2016. Os serviços prestados às famílias, na outra ponta, avançaram 19,3%, seguidos por outros serviços (12,3%).

Cláudia Pinelli concluiu que, embora no decorrer de 2017 essas atividades tenham se firmado como principais destaques -  positivos ou negativos - na prestação de serviços em Minas Gerais, para o ano que vem ainda é preciso aguardar. "Não sabemos se a tendência será de elevação ou de recuo, tampouco quais segmentos se destacarão", adiantou.

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