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17/05/2017

Sharenergy propõe geração compartilhada

Ana Carolina Dias
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O custo para instalação de um sistema fotovoltaico em residências, a disponibilidade de espaços e o reajuste da tarifa elétrica por variações climáticas são alguns dos obstáculos para a geração de energia solar fotovoltaica no Brasil. Com um modelo de negócios desenvolvido para o mercado norte-americano e reestruturado para o brasileiro, a Sharenergy tem como principal objetivo a geração compartilhada, otimizada e segura dessa energia renovável, contribuindo, assim, com um desenvolvimento sustentável.

A inovação do modelo está, principalmente, no fato de o consumidor não arcar com os custos iniciais e pagar parcelas menores do que as contas de luz. É o que ressalta o cofundador e diretor comercial da startup, Felipe Freire: “Nós abatemos o custo inicial do sistema e a instalação é feita em um terreno nosso, sem obras na casa do cliente. A energia gerada é então compartilhada entre os usuários da nossa plataforma, que tem um desconto na conta de luz e nos pagam um valor que é menor do que pagariam apenas consumindo pela concessionária”, esclarece.

Em fase de testes do produto viável mínimo, ou MVP, o foco inicial da Sharenergy para analisar o funcionamento com uma versão mais simples do sistema é em condomínios. A escolha aconteceu levando em conta os gastos dos clientes residenciais com energia elétrica. “De acordo com uma resolução da Aneel, as pessoas têm que estar alocadas em condomínios, cooperativas ou consórcios. Então, estamos focando em clientes residenciais, que têm a tarifa mais alta para usufruir dessa energia. Estamos negociando com alguns condomínios em Belo Horizonte e pretendemos avançar para cooperativas”, afirma.

A inserção no ecossistema de startups por meio do programa de aceleração Fiemg Lab foi responsável por conexões muito proveitosas para o desenvolvimento do modelo de negócios, de acordo com Freire. A expectativa da startup é tornar o sistema viável por meio de um investimento a longo prazo. “Vamos buscar uma linha de crédito a juros mais baixos ou um investidor interessado. O payback do sistema é em torno de cinco anos e a vida útil é maior que 25 anos. Então, o sistema é pago, nos primeiros cinco anos, com as mensalidades dos clientes e, depois disso, tem um custo de manutenção muito baixo”, conclui.

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