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16/12/2016

Silvicultura: renovação é caminho para investimentos

Da Redação
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Há expectativa de projetos de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, com ganhos ambientais/Rio Estrela/Senar/Divulgação
De acordo com a Indústria Brasileira de Árvores (IBA), Minas Gerais possui a maior área de reflorestamento do Brasil, com 1,4 milhão de hectares (2,6% do território mineiro), sendo que 97,4% são ocupados por eucalipto. Ao comparar com o ano anterior, houve queda de 0,5%.

A produção florestal no Estado representa 82,8% do carvão vegetal produzido no Brasil, 10,9% da lenha, 10,7% da celulose e 10% da madeira em tora para outras finalidades. Até agosto/2016, o PIB dos produtos florestais em Minas somou R$ 4,1 bilhões, aumento de 2,5% em relação ao ano anterior. Vale destacar que, majoritariamente, o valor adicionado é oriundo do segmento de celulose (96%).

Em 2015, a produção mineira de madeira em tora para papel e celulose foi de 8,2 milhões de m3, montante 8,3% superior ao de 2014. Minas é o quinto maior estado produtor deste segmento, atrás de São Paulo, Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Já o mercado de carvão vegetal, considerado um dos insumos mais importantes da siderurgia, registrou queda de 14,2% em sua produção, que ficou em 4,4 milhões de toneladas. O segmento ainda passa pela retração do consumo do setor automotivo e baixa competitividade dos siderúrgicos nacionais frente ao mercado internacional.

Os produtores mineiros têm dificuldade de destinar a madeira para outros segmentos, pois as variedades utilizadas foram disponibilizadas para a siderurgia. Com a crise, o produtor fica a mercê da recuperação e vende a madeira a preços não remuneradores.

A Faemg vem atuando constantemente junto a importantes parceiros do setor florestal. Participa da Câmara Técnica de Silvicultura da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e articula junto Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o projeto Siderurgia Sustentável, na busca de ações para o setor.

No Brasil, foram 7,8 milhões de hectares plantados em 2016, o que significou um incremento de +0,8% em relação a 2014 devido, principalmente, a novos plantios em Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Santa Catarina.

Projeções -  Dados do Instituto Antonio Ernesto de Salvo (Inaes) e do Sebrae apontam que o setor florestal em Minas deixou de atrair investimentos, caindo da segunda para a quarta posição no País. Muitos investimentos têm sido direcionados a outros estados e a países vizinhos. Isso se deve, principalmente, a entraves burocráticos, mas também à disseminação de informações, de conhecimento técnico e de mercado.

A expectativa para o curto prazo é de que a atratividade florestal possa ser revista e renovada, para que o setor passe pela crise com boas perspectivas no longo prazo. Com a prorrogação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para dezembro de 2017, os produtores florestais poderão melhorar a gestão ambiental e territorial de suas propriedades.

Esperam-se mais investimentos em projetos de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), vistos como alternativa interessante aos produtores mineiros, no atendimento a indicadores econômicos e ambientais. O trabalho com energia da biomassa também poderá ser mais uma alternativa para o setor.

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