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Negócios

06/12/2017

Sindibolsas: recessão e "chineses" afetam setor

Daniela Maciel
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Entre utilitárias e produtos de moda, as bolsas são acessórios indispensáveis no guarda-roupas principalmente das mulheres. Mesmo que a crise econômica e a concorrência dos produtos chineses continuem penalizando o setor, os empresários mineiros seguem apostando em diferenciais, como design, e tentando investir em tecnologia.

De acordo com dados do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Bolsas e Cintos de Minas Gerais (Sindibolsas) apurados em maio de 2017, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) são aproximadamente 60 empresas, com um total de 348 empregados diretos. Já em Minas Gerais, são 232, com empregos girando em torno de 1.800 postos. O faturamento anual estimado é de R$ 180 milhões /ano em todo o Estado.

Segundo o presidente do Sindibolsas, Celso Luiz Afonso da Silva, 2017 está sendo difícil para o setor. A concorrência de produtos importados e a recessão são os maiores obstáculos. Ainda sem os números finais do ano, ele espera que o Natal ajude na recuperação de 2017. As vendas on-line devem apresentar os melhores resultados.

“O primeiro semestre mostrou uma situação estável em relação ao mesmo período do ano passado. Já no segundo, a queda se mostra mais intensa, devido ao péssimo desempenho do varejo no mês de outubro, por exemplo. Esperamos que no Natal seja possível minimizar as perdas. Itens como bolsas e calçados, costumam ser escolhas dos consumidores nessa época do ano. O setor, contudo, mostra-se cauteloso, sem grandes investimentos em estoque, preferindo como estratégia uma maior capacitação para responder rapidamente a uma alta de demanda. Quem conseguir agilidade ou já tiver estoque deverá se beneficiar”, analisa Silva.

Quase toda a produção mineira de bolsas fica dentro do País (95%). Apenas 5% dos produtos são exportados. Os mercados mais expressivos para o setor são todos os estados da região Sudeste. Em segundo plano, estados do Sul e Centro-Oeste. Do parque produtivo, 90% são microempresas, 8% empresas de pequeno porte e 2% médias. A localização é bastante pulverizada, tendo a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) como principal polo.

Apesar do porte pequeno das empresas, muitas já têm se modernizado, em especial nos setores de corte a laser, acabamentos e redução de resíduos. Mesmo assim, essa é uma indústria que usa a mão de obra intensa. “A próxima etapa é a aproximação com os fundamentos da indústria 4.0, com as inovações que deverão revolucionar os sistemas produtivos mundiais. Materiais diferenciados, ainda que mais caros, têm sido uma preferência, uma vez que essa estratégia ajuda alavancar vendas em um segmento de consumidores altamente exigentes e ofertados. Design autoral também tem se mostrado um importante caminho. Entendendo mão de obra intensiva como sendo aquela em que há esforço físico, podemos dizer que sim, uma vez que a automação é pequena e há um grande percentual de manufatura, muitas vezes bastante artesanal. A mão de obra mostra-se, portanto, mais importante que o capital, por exemplo”, explica o presidente do Sindibolsas.

Todo esse esforço visa combater, também, a concorrência dos produtos chineses. Apesar de já não terem tanta importância, os chamados “xing-lings” ainda perturbam os produtores locais. Materiais, design e atendimento são as principais armas dos mineiros na disputa. “A concorrência é ainda hoje muito preocupante, embora a fase da ‘invasão’ chinesa tenha se arrefecido. O consumidor, em sua maioria, já se deu conta também dos problemas de qualidade da popularização excessiva. O fabricante mineiro tem se dedicado mais a produtos em couro, que carregam em si grande valor agregado em design, criatividade e diferenciação. Além da entrega, atendimento e cuidado com o produto, que é o que, de certa forma, tem garantido sua presença no mercado”, avalia o executivo.

Para 2018, a expectativa é de que o movimento melhore junto com a retomada da economia, principalmente a partir do segundo trimestre. Tradicionalmente o início do ano tem resultados mais fracos. “Esperamos com muita confiança a retomada do crescimento, contando com a sorte de que as questões políticas não continuem sendo o maior entrave aos setores produtivos do País”, completa o empresário.

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