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Economia

17/07/2015

Sindicato de Ipatinga pressionado para realizar assembleia

Ministério Público do Trabalho moveu ação contra Sindipa
Rafael Tomaz
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Segundo o Sindipa, antes do acordo, a Usiminas já vem demitindo trabalhadores/
O imbróglio envolvendo a proposta de redução de jornada de trabalho e salários feita pela Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) aos trabalhadores da planta do Vale do Aço foi parar na Justiça. O Ministério Público do Trabalho (MPT) moveu uma ação contra o Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) em que determina a realização de uma assembleia dos empregados para decidir sobre o acordo.

A proposta da companhia, que vem enfrentando resistência do sindicato em Ipatinga, engloba a redução da jornada dos funcionários de áreas administrativas em um dia útil, com corte proporcional nos vencimentos. A medida é resultado do cenário de crise enfrentado pela indústria siderúrgica e deverá afetar cerca de 3 mil trabalhadores do escritório em Belo Horizonte, da usina de Cubatão (SP) e da Mineração Usiminas (Musa).

Após algumas reuniões e até mesmo a mediação da Procuradoria do Trabalho, as partes não chegaram ao acordo. De acordo com o diretor do Sindipa Geraldo Magela Duarte, entre os motivos de a entidade não aceitar a proposta está o fato de a companhia não garantir a manutenção dos empregos na usina mesmo com a redução de 15% nos salários dos trabalhadores. Dessa forma, o MPT decidiu entrar com a ação. Duarte informa que a primeira audiência está agendada para o dia 21 próximo.

Conforme o sindicalista, antes mesmo de apresentar o acordo, a empresa vem demitindo trabalhadores e contratando operários com salários mais baixos. No acumulado deste ano até maio foram registradas 183 dispensas. "Neste período, foram admitidas 170 pessoas, mas com vencimentos menores", informa.

O sindicato acusa a Usiminas de querer reduzir salários para aumentar seus lucros. De acordo com a entidade, o corte de 15% equivale a 0,04% do lucro da Nippon Steel, uma das principais acionistas da siderúrgica.

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Manifestações - Com o entrave, o Sindipa e representantes de metalúrgicos de outros municípios realizaram ontem manifestações na portaria da Usiminas e em alguns pontos da cidade do Vale do Aço. A entidade pretende chamar a atenção da sociedade para o problema.

De acordo com uma fonte que preferiu não se identificar, os cortes realizados até o momento na Usiminas são resultados da demora em levar o acordo para assembleia dos trabalhadores. A siderúrgica e o MPT foram procurados pela reportagem, mas não comentaram o assunto.

A proposta da Usiminas foi aprovada pelos trabalhadores da sede em Belo Horizonte e da área administrativa da Musa, em Itatiaiuçu (RMBH). A decisão foi tomada em assembleias convocadas pelos sindicatos da categoria.

Além da redução da jornada, o grupo anunciou em maio o desligamento de dois altos-fornos, instalados nas unidades de Ipatinga e Cubatão (SP). A siderúrgica deixará de produzir aproximadamente 120 mil toneladas de ferro-gusa/mês.

O desligamento do alto-forno nº 1 da usina em Ipatinga foi realizado no dia 4 junho. Já o equipamento em Cubatão foi abafado em 31 de maio. A Usiminas é a maior produtora de aços planos do País. A companhia conta com capacidade instalada de 9 milhões de toneladas de aço bruto anualmente em seus dois complexos siderúrgicos.


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