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Agronegócio

20/05/2017

Sistema aumenta a produtividade do gado leiteiro

Da Redação
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Compost Barn vem ganhando adeptos no Alto Paranaíba/Emater MG/Divulgação
Um novo sistema de produção de vacas leiteiras, pouco comum no Brasil, tem sido adotado com sucesso por produtores de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, e região. Chamada Compost Barn, a técnica consiste na construção de um galpão de descanso para o gado leiteiro. O sistema melhora o conforto e o bem-estar dos animais, aumentando, consequentemente, seus índices de produtividade.

A procura pela técnica é tão grande na região que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) em Patos de Minas tem promovido periodicamente encontros técnicos com produtores de leite e especialistas para divulgar o Compost Barn e suas especificidades. Um deles ocorreu em abril passado, no município.
Segundo o extensionista da Emater-MG em Patos de Minas, Oswaldo Ferreira, já são 112 produtores em 24 municípios na região com o sistema implantado ou em fase de implantação, totalizando aproximadamente 10 mil vacas leiteiras.

O sistema consiste na construção de um galpão que funciona como uma grande área de cama comum (descanso) para o rebanho. “Este galpão tem que ter pé direito alto, com média de 6 metros de altura, para favorecer a ventilação, feita também com auxílio de ventiladores industriais”, explica o extensionista.

A ideia é que o gado fique - ao invés de solto no pasto - dentro deste galpão, em cima de uma cama – que deve ser de palha de café ou maravalha, por exemplo. Assim, a compostagem é feita naturalmente dentro do sistema, concentrada em um só local.
“Temos um ambiente controlado termicamente, e onde o gado também recebe alimentação e água. A vaca fica confortável e produz mais”, afirma Ferreira. Segundo o extensionista, o aumento de produtividade pode chegar até a 20%.

O produtor Rubens Caixeta, 42 anos, de Patos de Minas, implantou o sistema há dois anos, com um galpão para 100 vacas leiteiras, e acredita que só teve resultados positivos até então. “Trabalho com o leite desde criança, é uma atividade de família, e hoje tenho um produto de muito mais qualidade. O resultado foi imediato, e praticamente não tenho mais doenças no rebanho”, relata.

Para Caixeta tudo melhorou na produção. Entre os exemplos está a manutenção da produtividade durante o verão. “Esse conforto térmico faz as vacas continuarem produzindo”, comemora.

Outro ponto importante é que a área seja calculada para ter, no mínimo, 10 m²/animal. A medida ideal, entretanto, é de 15 m²/animal. A Emater-MG auxilia na elaboração do projeto técnico do galpão e também econômico, caso o produtor queira ter acesso a linhas de crédito rural.

Para o extensionista, porém, a principal vantagem do sistema é a sustentabilidade que ele proporciona. “Na produção tradicional, o gado fica solto no campo, então os dejetos também. Quando chove, o material é levado para os córregos e nascentes. No Compost Barn, o esterco está concentrado ali e será reutilizado no sistema produtivo. É um novo modelo de pecuária de leite no Brasil, que é um avanço e tem muitas vantagens. Acredito que nos próximos dois anos o número de produtores utilizando o sistema aqui na região vai dobrar”, defende.

Entre as vantagens do sistema estão a redução de problemas de casco do rebanho, a melhoria da qualidade do leite, com redução da contagem de células somáticas (CCS) – que é indicador de saúde do gado e da qualidade do leite –, e menor incidência de mastite bovina, doença que é a maior vilã da produção leiteira.

Outro ponto interessante do sistema é que ele pode gerar uma nova fonte de renda, com a venda do composto orgânico gerado na cama, que pode ser também utilizado na agricultura. Com informações da Agência Minas.

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