16/08/2018
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Política

16/05/2018

Slogan é trocado na última hora

Reuters
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Brasília - O presidente Michel Temer afirmou ontem, no balanço de seus dois anos de governo, ter conseguido recolocar o País no cenário internacional com a queda da inflação e da taxa de juros, mas dedica espaço pequeno a ações contra o desemprego, com poucos resultados para mostrar na área.

O governo destacou entre suas ações positivas a queda da taxa Selic, que chegou a 6,5% ao ano, e a queda da inflação para 2,68% nos últimos 12 meses, explicitados na cartilha distribuída à imprensa.

Dois pontos centrais da política de governo, no entanto, mereceram apenas um parágrafo cada um: o emprego e a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

O documento cita o último Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para enaltecer que o emprego formal aumentou em março de 2018. No entanto, ignora a última pesquisa de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrando que no primeiro trimestre deste ano a população ocupada caiu 1,7% em relação ao trimestre anterior, para 90,5 milhões de pessoas. Em vez desse número, usa o dado do último trimestre de 2017, com 92 milhões de pessoas ocupadas.

A cartilha também evita comparar a taxa de desemprego de quando Temer assumiu o governo, em maio de 2016, com os dados atuais, apesar de se estar fazendo um balanço de 2 anos de governo. A taxa de desemprego em maio de 2016 era de 11,2 por cento, com 12,4 milhões de desempregados. O dado mais recente do IBGE, divulgado em abril, mostra que 13,1 por cento dos brasileiros estão desempregados, ou 13,7 milhões de pessoas.

A intervenção federal no Rio de Janeiro, decretada em fevereiro deste ano, também recebeu apenas um parágrafo no balanço, com dados já apresentados pelo governo em abril deste ano ressaltando a redução de homicídios no feriado da Semana Santa e do roubo de veículos no primeiro trimestre do ano.

O slogan inicial da reunião ministerial aberta, realizada ontem à tarde no Palácio do Planalto - foi trocado de última hora. “O Brasil voltou, 20 anos em 2”, criado pelo marqueteiro do presidente, Elsinho Mouco, acabou dando margem à interpretações que incomodaram o Planalto. O governo optou por ficar apenas com “O Brasil Voltou”, que tem sido repetido por Temer em diversos discursos.

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