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26/02/2016

Startup mineira vai para o exterior

Empresa de Betim se prepara para abrir filiais em Buenos Aires e em Londres
Thaíne Belissa
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Ao perceber que o produto poderia concorrer com players do exterior, a empresa trabalhou a multiplicidade de idiomas da plataforma/Divulgação
Depois de alcançar mais de dez mil clientes em todo o Brasil, a startup mineira Donuz se prepara para crescer também no mercado externo. Com sede em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a empresa oferece um software de gerenciamento de programas de fidelidade e acaba de fechar 2015 com um resultado invejável: 300% de crescimento em relação a 2014. Com o produto consolidado no Brasil, a startup parte agora para a internacionalização e está investindo entre R$ 100 mil e R$ 200 mil em dois escritórios na América Latina e na Europa.

A startup foi uma das primeiras a serem aceleradas pelo programa do Governo de Minas Gerais, Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed) em 2014 e, após sair do programa, escolheu Betim como cidade-sede. O sócio-fundador Everson Leite Costa afirma que a escolha foi estratégica, tendo em vista que a cidade abriga três faculdades de Ciência da Computação e, por outro lado, tem um número pequeno de empresas de tecnologia na comparação com Belo Horizonte. Isso ajudou a startup a atrair bons talentos.

Além de um time de primeira, a empresa também se destacou por oferecer um produto inovador. Costa explica que a novidade não está no programa de fidelidade por meio de pontos, que é muito conhecido e utilizado entre os comerciantes, mas no software que a Donuz oferece. A tecnologia da startup permite a criação de um programa de fidelidade personalizado. “Não estamos oferecendo a possibilidade de a empresa entrar para uma rede de moeda virtual, onde o cliente pode ser atraído para diferentes marcas. Nós produzimos um programa só para ela, com a moeda, as regras e os prêmios dela. O objetivo é fidelizar o cliente para aquele ponto de venda específico”, diz.

O software tem uma versão gratuita e o módulo pago, que custa a partir de R$ 59. Atualmente a tecnologia é utilizada por mais de 10 mil clientes em todo o Brasil. Somente no ano passado a empresa cresceu 300%, resultado que tem a ver com o amadurecimento da startup, mas também com o momento de crise econômica. “No ano passado já estávamos entendendo melhor o mercado e adaptamos funcionalidades do software. Além disso, o contexto de crise influenciou: o consumidor está comprando menos, então o comerciante precisa apostar na fidelização”, analisa.

A decisão da internacionalização também aconteceu em 2015. Ao perceber que o produto tinha potencial para concorrer com players do exterior, a equipe da Donuz passou a trabalhar em cima da multiplicidade de idiomas da plataforma. Segundo Costa, a startup abrirá seu primeiro escritório em Buenos Aires, na Argentina, ainda no primeiro semestre deste ano. “Fizemos uma pesquisa no mercado argentino e encontramos poucas empresas que oferecem um produto similar ao nosso e, alguns deles, têm um nível bem abaixo de inovação. Nossa expectativa é nos tornarmos líderes de mercado da América Latina em um período de dois anos”, diz.

O segundo escritório internacional da Donuz será em Londres e provavelmente será inaugurado no segundo semestre deste ano. O sócio destaca que essa é uma região com polos fortes de startups e que facilitará a circulação do produto por toda a Europa. Ao todo, a empresa deve investir entre R$ 100 mil e R$ 200 mil nos escritórios. A expectativa é que a internacionalização traga cerca de 500 novos clientes para a startup neste primeiro ano. A equipe também deve crescer: atualmente a empresa conta com oito colaboradores, número que deve dobrar até o fim de 2016.

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