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Negócios

24/05/2018

Startups: melhor alternativa para inovar

Conexão entre estes negócios e empresas tradicionais é uma nova forma de resolver problemas
Thaíne Belissa
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Siqueira lembra que o que não falta nas empresas tradicionais são problemas para serem resolvidos/Divulgação
Com um modelo único que as leva à criação de soluções fora da curva a um custo baixo, as startups são a melhor opção para o negócio tradicional que precisa promover inovação. O recado foi do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Miguel Corrêa, durante o Conexão Empresarial, evento promovido na última terça-feira pela VB Comunicação, no Shopping Serena Mall, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O evento também contou com a palestra do cofundador da aceleradora The Bakery do Brasil, Marcone Siqueira.

Logo quando assumiu o palco, Corrêa avisou que, muito mais que apresentar os resultados de uma secretaria que investiu em inovação nos últimos anos, ele gostaria de falar direto aos empresários presentes sobre a urgência de eles participarem desse movimento. “Todo gestor de empresa tradicional já parou um momento e pensou: eu preciso inovar. Mas montar um departamento de P&D é caro. Contratar um pesquisador também. E se associar a startups? Isso não é caro”, garantiu.

O ex-secretário, que também é professor de negócios na Fumec, destacou a importância da conexão entre as empresas tradicionais, que têm a expertise do seu mercado, e as startups, que surgem cada vez mais, trazendo com elas uma nova forma de resolver problemas. “Essa junção é muito benéfica porque as startups ganham a chance de terem seu negócio viabilizado com o apoio das grandes empresas e, por outro lado, as empresas tradicionais ganham a possibilidade de inovar a um baixo custo”, frisou.

Ele explicou que foi justamente essa percepção do grande valor que as startups trazem que fez a secretaria liderada por ele investir tanto em inovação. “Mudamos a lógica da secretaria, que em governos passados era focada em obras, e investimos em inovação. Os governantes em geral tendem a achar que o desenvolvimento econômico precisa ser pautado em um distrito industrial, mas não é assim mais. Grandes indústrias são caras, geram grande impacto e dão resultado a longo prazo”, destacou.

Corrêa afirmou que uma indústria que gera mil empregos para o Estado custa cerca de R$ 10 milhões ao governo estadual em renúncia e incentivo fiscal. Por outro lado, destacou que uma única universidade seria capaz de aproveitar seus espaços ociosos para formar 250 startups por ano, que gerariam mais de mil empregos. “Qual a conclusão disso? É que startup é um negócio muito lucrativo para o Estado”, disse.

Exemplo - Entre as instituições de inovação parcerias do Governo do Estado na promoção de inovação em Minas Gerais está a The Bakery do Brasil, primeira aceleradora de desafios corporativos do mundo. A instituição é um exemplo bem-sucedido da conexão entre startups e empresas tradicionais.

O cofundador, Marcone Siqueira, lembrou que toda startup surge para resolver um grande problema e destacou que o que não falta nos negócios tradicionais são problemas para serem resolvidos. “Se o seu problema está no processo de recrutamento, por exemplo, saiba que há uma startup em algum lugar no mundo criando uma solução inovadora para resolver esse problema”, disse. O executivo também alertou aos empresários para não caírem na tentação de terceirizarem a inovação.

“Não adianta contratar um diretor de inovação para que ele crie um programa de aceleração de startups se essa atividade ficar separada do business da empresa. O processo de inovação tem que envolver o negócio como um todo”, frisou.

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