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Economia

17/03/2018

Suzano e Fibria criam a maior produtora do setor

Reuters
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São Paulo - A Suzano concretizou na sexta-feira (16) um antigo desejo de unir suas operações com a rival maior, Fibria, anunciando um acordo que criará a maior produtora de celulose do mundo e que deve disparar novas consolidações em um mercado cujo maior comprador é a China.

A segunda maior produtora de celulose do Brasil, Suzano, fechou acordo com os controladores da Fibria, Votorantim e BNDES, para criar a quinta maior empresa do País em valor de mercado (R$ 83 bilhões) sem considerar grupos financeiros, superando oferta melhorada da holandesa Paper Excellence, que já tinha comprado a Eldorado Brasil no ano passado.

O acordo também engaveta planos de expansão de capacidade das duas companhias que esperam obter ganhos de sinergias de entre pelo menos R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões nos próximos anos, a serem gerados por economias de custos com logística, aquisição de insumos e pessoal.

As ações da Suzano dispararam 21,8% na sexta-feira, para R$ 28,50, enquanto as ações da Fibria fecharam em baixa de 10,22%, a R$ 64,25, depois de terem avançado nos últimos pregões diante da oferta de R$ 71,50 feita pela Paper Excellence, segundo fontes informaram à Reuters.

Segundo o presidente da Suzano, Walter Schalka, não há um prazo definido para a conclusão da operação com a Fibria, que vai precisar passar antes pelo crivo de autoridades de defesa da concorrência do mundo inteiro, incluindo Brasil e China. Além disso, ele explicou que as companhias seguirão operando de forma separada nos próximos trimestres “por questões tributárias”.

A fusão de Fibria com Suzano vai criar uma companhia com 37 mil funcionários, R$ 18 bilhões em exportações e investimentos estimados neste ano de R$ 6,4 bilhões. A nova empresa terá 11 unidades industriais e capacidade de produção anual de 11 milhões de toneladas de celulose de mercado por ano, além de 1,4 milhão de toneladas de papel.

Leia também:
BNDES levantará R$ 8,5 bilhões com operação
Oferta a acionista da Fibria é de R$ 52,50 por ação


Venda de fábricas - Schalka afirmou que Suzano e Fibria não têm planos de venda de qualquer uma dessas unidades e que a empresa não espera ser obrigada por autoridades de defesa da concorrência a vender alguma fábrica, apesar da capacidade de celulose de mercado combinada ser cerca duas vezes maior que a da rival mais próxima, a International Paper, segundo dados da consultoria Poyry.

“Estamos criando uma empresa com competitividade difícil de ser replicada... Nossa competitividade vem das florestas (plantadas de eucalipto)”, falou Schalka. Florestas que, inclusive, serão componente importante para a obtenção das sinergias, disse o executivo, que espera uma redução do raio médio do transporte das toras de eucalipto para as fábricas que as transformam na pasta que é a base da produção do papel.

“Não entendemos que seja necessário nenhum desinvestimento de ativos por exigência de órgãos reguladores. Estamos falando de uma empresa que produz commodity que é produzida por múltiplos grupos no mundo”, apontou Schalka.

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