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Política

11/11/2017

Tasso Jereissati diz que Aécio Neves pretende ?deixar tudo como está?

AE
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Fortaleza - Um dia após ser destituído da presidência interina do PSDB pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), o senador Tasso Jereissati (CE) reforçou na sexta-feira a campanha por mudanças profundas no partido. “Ele (Aécio) não nos quer conduzindo esse processo e está fazendo o possível no intuito de colocar candidatos que defendem a linha dele de deixar tudo como está”, declarou o cearense, durante a convenção estadual da sigla em Fortaleza.

Tasso voltou a falar em “diferentes tipos de tucanos” e do momento de desafio para “separar o joio do trigo”.

Defensor do desembarque imediato do PSDB do governo Temer e da entrega dos cargos de ministros, o senador oficializou a candidatura à presidência do PSDB na última quarta-feira. Na quinta-feira, Aécio o destituiu do cargo de interino sob o argumento da exigência de ‘isonomia’ às vésperas da convenção nacional que vai escolher o novo presidente, em 9 de dezembro. “Existe o PSDB nosso, que teve uma grande revolução aqui no Ceará, o PSDB de Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso, que acabaram com a inflação e mudaram o Brasil, e existe o PSDB do momento, que ao longo dos anos perdeu o rumo, avaliou o senador cearense.

Questionado sobre a possibilidade de ter o atual governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, como concorrente, Tasso apenas afirmou que apoiaria a candidatura do colega paulista. Alckmin saiu em defesa de Tasso na última quinta-feira, acusando Aécio de ter tomado uma decisão irresponsável ao destituí-lo.

O senador cearense ainda negou a possibilidade de se candidatar ao governo do Estado do Ceará, que já comandou três vezes. Uma eventual candidatura à Presidência da República, como sondam tucanos aecistas, não foi comentada.

A convenção foi encerrada com a eleição do ex-deputado estadual Francenir Guedes como presidente estadual do partido no Ceará.

FHC - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou na sexta-feira uma mensagem no Facebook na qual afirma que apoiará o nome do senador Tasso Jereissati à presidência do PSDB, caso o partido não encontre uma convergência até sua convenção, marcada para o dia 9 de dezembro.

“Se porventura tal convergência não se concretizar, o que porá em risco as chances do PSDB, já disse que apoiarei a candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do partido”, escreveu. O ex-presidente acrescentou, porém, que não faz ressalvas à eventual candidatura do governador de Goiás, Marconi Perillo, “a quem respeito por sua fidelidade ao PSDB e pelo bom governo que faz”.

O tucano disse, ainda, que espera que o novo presidente interino do partido, o ex-governador e Alberto Goldman, “crie condições para que líderes experientes e respeitados, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assumam posição central no partido”

Goldman assumiu interinamente o comando da sigla na última quinta-feira, por indicação de Aécio Neves, após a destituição do senador cearense. A justificativa do senador mineiro para a saída de Tasso foi garantir “isonomia” na disputa pelo comando do partido. Além de Tasso, que oficializou sua candidatura na última quarta-feira, Perillo, aliado de Aécio, também pleiteia a vaga. A decisão deflagrou a pior crise interna da história do partido, fundado em 1988.

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