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DC Auto

02/11/2017

Technoday voltado para a eficiência energética

FCA mostrou evoluções técnicas
Amintas Vidal, de Tuiuti (SP)*
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Engenheiros da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) apresentaram, para a imprensa automotiva, inovações tecnológicas que aumentam a eficiência energética, mas que normalmente não enxergamos.

São diversas evoluções técnicas que, somadas, representam ganhos significativos na diminuição do consumo de combustível e no aumento do desempenho dos novos produtos do grupo.

Além das novas tecnologias, foi destacada a grande importância do uso correto do automóvel para o aproveitamento das mesmas. A maneira de condução, e a correta manutenção do veículo, são tão importantes quanto as inovações da engenharia.
Descuidos com o carro e um comportamento agressivo ao volante são capazes de anular todos os esforços para aumentar a eficiência energética.

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Eficiência energética – Antes das soluções, fomos informados sobre quais são os elementos que impactam na eficiência energética dos veículos. Seguem alguns exemplos: as diversas resistências físicas, como a residual dos freios, o peso total do carro, o arrasto aerodinâmico da carroceria e o rolamento dos pneus.  

Também estão incluídas as cargas de diversos equipamentos que dependem do motor para funcionar, como o compressor do ar-condicionado, o alternador e a bomba d’água. Por fim, a eficiência mecânica dos componentes em si, como motor, câmbio e sistemas reguladores de pressão e temperatura.  

Ao se moverem, os veículos precisam vencer a resistência do ar. Para melhorar o coeficiente de penetração aerodinâmica são feitas simulações em computadores e testes em túnel de vento que definem o design exterior do carro, a inclusão de peças aerodinâmicas na carroceria e carenagens sobre os conjuntos mecânicos expostos sob o mesmo.

Duas imagens comparativas do Fiat Argo, com e sem esses adendos aerodinâmicos, mostraram a diferença da aceleração do ar ao passar pelo veículo. Quatro peças plásticas sob o modelo e o aerofólio na tampa traseira provocaram grande aceleração do ar ao seu redor, melhorando a sua capacidade de deslocamento e diminuindo o consumo de combustível.

Juntamente com a aerodinâmica, a resistência ao rolamento dos pneus são as forças contrárias ao movimento dos veículos mais impactantes no consumo. O atrito do pneu com o solo, ao contrário do que se imagina, corresponde por apenas 5% a 10% dessas forças.

A deformação dos mesmos é o grande vilão, respondendo por 85% a 95% do total. Contudo, conseguir uma alta calibragem dos pneus, e ainda manter o conforto de marcha dos modelos, passa a ser o objetivo.

Mudanças na estrutura, na espessura das diversas partes e na composição química dos materiais são empregadas nos chamados “pneus verdes” que equipam a maioria dos carros produzidos na atualidade.

Forças residuais jogam contra o deslocamento dos veículos. Mesmo quando o motorista tira o pé do pedal, o sistema de freio ainda mantém suas partes em contato causando resistência ao movimento.

O somatório das forças de atrito do câmbio, semieixos, juntas homocinéticas, cardãs e caixas de redução compõem a força residual da transmissão.  Os rolamentos dianteiros e traseiros também contribuem para o aumento das forças resistivas.
Melhorias nessas peças e sistemas, assim como na eficácia de seus lubrificantes, diminuem esses atritos e impactam positivamente na eficiência energética dos automóveis.

Equipamentos elétricos – Todos os equipamentos elétricos do carro influenciam no consumo, já que a energia elétrica é gerada pelo alternador que, por sua vez, utiliza a força do motor. Para minimizar este impacto é utilizado o alternador inteligente.
Ele só funciona nas desacelerações ou frenagens. A bomba elétrica de combustível e o eletroventilador do radiador variam em pressão e velocidade, respectivamente, para demandarem menos energia também.

O Start&Stop é um sistema à parte nesse ganho de eficiência, podendo diminuir em 20%, ou mais, o consumo de combustível. Ele desliga e liga o motor automaticamente em semáforos ou no trânsito parado.

Todas as partes envolvidas no processo são dimensionadas para o uso extra dos componentes e a eletrônica auxilia em sua máxima eficiência, como parar o motor em posição ideal para ser religado, por exemplo.

O emprego de aços especiais de alta e ultrarresistência, como os utilizados no Fiat Argo, contribuem para a diminuição do peso estrutural e, por consequência, no consumo de combustível.

Ao mesmo tempo, é provável que o Argo apresente resultados melhores nos testes de impacto frontal e lateral, quando comparado aos modelos que não usam esses metais especiais.

Outros equipamentos de conforto com sistemas inteligentes, e os conjuntos de motores e câmbios calibrados para funcionar com maior eficiência energética, completam os esforços da FCA para diminuir o consumo de combustíveis e as emissões de gás carbônico em seus automóveis.

Testes – Realizamos três testes em pista que comprovaram os resultados positivos provenientes dessas diversas tecnologias aplicadas ao Fiat Argo, o lançamento mais recente do grupo FCA.

Testamos o sistema Start&Stop em seis voltas na pista, com três paradas de 30 segundos em cada volta. Nas três primeiras voltas com ele desligado e nas três últimas com ele ligado. O consumo caiu 22,4 % ao usá-lo.

A segunda prova visava mostrar como a forma de dirigir influencia o consumo. Também em seis voltas, nas três primeiras o percurso foi feito aos 100 km /h e com as trocas das marchas realizadas sempre às 4.000 rotações do motor.

Nas últimas três, a velocidade padrão baixou para 60 km/h e as trocas ocorreram sempre às 2.000 rotações. Este resultado foi impressionante: 80,3% mais econômico na condução mais suave.

No último teste, rodamos com dois carros idênticos, mas em condições diferentes de manutenção. O primeiro estava com as revisões em dia, com a suspensão alinhada e os pneus na calibragem indicada no manual do proprietário.  

O segundo estava com as velas e o filtro de ar vencidos, desalinhado e com algumas libras de pressão a menos nos pneus. Houve um consumo 13,4% maior no carro com a manutenção negligenciada.

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