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Política

06/12/2017

Temer aposta na aprovação da reforma

Presidente acena com a liberação de recursos para as prefeituras para garantir votos a favor da PEC
Reuters/AE
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Maia acredita que a base aliada vai garantir os 308 votos necessários para aprovar PEC/Ueslei Marcelino/ Reuters
Brasília - O presidente Michel Temer disse ontem que o “ambiente está muito bom” e que há “esperança” para se votar a nova versão da reforma da Previdência no plenário da Câmara. Segundo o presidente, os partidos da base têm indicado que devem fechar questão em favor da proposta. Isso significa que os deputados têm de seguir a orientação partidária, sob pena de serem punidos até mesmo com a expulsão da legenda.

Essa sugestão de fechamento de questão foi feita em reunião promovida por Temer no fim de semana com presidentes de partidos.

Questionado sobre o que teria feito o clima mudar, o presidente disse que, primeiro, houve um “bom esclarecimento” sobre a reforma porque ocorreu uma campanha equivocada contra o texto. “Nós conseguimos transmitir exatamente aquilo que vai acontecer com a Previdência”, disse, em rápida entrevista em meio à recepção que fez ao presidente da Bolívia, Evo Morales.

O presidente disse que sente que a população está compreendendo a “indispensabilidade” da reforma da Previdência. Segundo ele, ou se faz uma reforma agora e outra dentro de oito a dez anos, ou terá de ser feita uma daqui a dois anos “inteiramente radicalizada”.

Apesar do otimismo, Temer não quis garantir que a proposta será votada em primeiro turno na Câmara dos Deputados na próxima semana. Disse apenas que está “conversando muito”, mas destacou que só quer apreciar a matéria se tiver votos, como tem defendido o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

São necessários os votos de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação para aprovar a reforma na Câmara e encaminhá-la ao Senado, que também precisa analisar a matéria.

O presidente admitiu que o governo poderá garantir um novo aporte bilionário de recursos para prefeitos, caso a reforma da Previdência seja aprovada. Essa é uma das estratégias do Executivo para tentar assegurar apoios para a reforma. Ele disse que, desde o ano passado, houve a divisão de repasse das multas da repatriação com os prefeitos.
“Se a Previdência for aprovada, evidentemente que a economia vai ter um novo salto, porque salto ela já deu e com esse novo salto nós podemos prestigiar mais ainda os municípios. Já falamos isso a deputados e senadores”, disse.

Na linha do que disse mais cedo o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, Temer não quis polemizar com as declarações dadas pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, pode não ser o candidato apoiado pelo Palácio do Planalto na eleição presidencial do ano que vem.

Meirelles, filiado ao PSD, não descarta ser candidato à Presidência em 2018 e afirmou que tomará uma decisão sobre a candidatura no final de março do ano que vem. “Ele (Meirelles) fez uma declaração, enfim, de acordo com as concepções dele, mas nada agressivo com o PSDB. Não achei que a fala dele tenha sido agressiva em relação ao PSDB. Foi uma análise, digamos, sociológica”, afirmou.

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Conta - Rodrigo Maia enfatizou que a PEC da reforma da Previdência não será pautada enquanto as condições não forem favoráveis ao governo. “Vamos fazer conta primeiro para ver se a gente tem número. A gente não vai a voto sem número”, declarou ao chegar em seu gabinete na tarde de ontem. Como se trata de alteração constitucional, o governo precisa de 308 votos para aprovar a proposta em dois turnos.

Considerado um avalista da proposta, Maia disse estar seguro que a base aliada terá votos suficientes para aprovar a PEC, mas que não sabe ainda se pautará o tema já para a próxima semana.

Questionado sobre a possibilidade de fechamento de questão na bancada do DEM, Maia disse que um partido historicamente defensor de um Estado com contas ajustadas apoia a reforma e que conversando, o DEM terá um número expressivo de votos pró reforma. “O DEM tem votado majoritariamente com a orientação do líder e do presidente sem fechar questão. Acho que, conversando, o DEM terá um número bem grande de parlamentares votando a reforma da Previdência”, desconversou.

No momento em que o governo pressiona os líderes partidários a obrigar seus liderados a votar a favor da PEC, Maia admitiu que, se a bancada do PSDB fechar questão, outros também devem seguir o exemplo dos tucanos.

Maia disse que ainda não sabe se aumentou a margem de votos a favor da PEC, mas que os partidos ainda estão conversando internamente. “Tenho muita esperança que a gente possa votar este ano. Essa matéria será votada em algum momento. Quanto mais distante do dia de hoje, maior será a necessidade da reforma, mais dura será a reforma”, previu.

O parlamentar destacou que não há espaço no calendário para que o tema tenha condições de ser votado no Senado em 2017, uma vez que as atividades legislativas se encerram em poucas semanas.

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