Publicidade
19/02/2018
Login
Entrar

Política

19/05/2017

Temer descarta possibilidade de renúncia

Presidente é investigado pelo Supremo a pedido da PGR por tentativa de obstrução da Lava Jato
AE
Email
A-   A+
Michel Temer negou que tenha autorizado Joesley Batista, da JBS, a comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha/Divulgação
Brasília - Visivelmente irritado e com a voz firme, gritando até em alguns momentos, o presidente Michel Temer fez ontem à tarde, um pronunciamento e afirmou que não vai renunciar ao cargo. “Não renunciarei. Repito: não renunciarei”, disse.

Temer afirmou ainda que não precisa de foro especial e que não tem nada a esconder. “Sempre honrei meu nome.” O presidente negou ainda que tenha autorizado que o empresário da JBS, Joesley Batista, a comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. “Nunca autorizei que utilizassem meu nome indevidamente. Quero registrar enfaticamente que a investigação pedida pelo STF será peremptória onde surgirão todas explicações.

Mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com estes fatos”, completou.

O presidente justificou a demora em se pronunciar. Disse que estava esperando os áudios do empresário que “até o momento não conseguiu”. “Ressalto que só falo agora dos fatos de ontem porque tentei conhecer primeiramente o conteúdo de gravações que me citam. Solicitei oficialmente ao Supremo Tribunal Federal acesso a estes documentos. Até o presente momento, não consegui”, disse.

Temer não citou o nome de Joesley nem de Cunha e justificou que ouviu de “um empresário” um relato de auxílio à família do parlamentar. “Não solicitei que isso acontecesse e somente tive conhecimento deste fato nesta conversa pedida pelo empresário”, afirmou. “Em nenhum momento, autorizei que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém. Por uma razão singelíssima, exata e precisamente por que não temo nenhuma delação”, afirmou.

O presidente disse ainda que exige investigação “plena e muito rápida para esclarecimentos ao povo brasileiro”. “Não podem tardar as investigações”. “Esta situação não pode persistir por muito tempo. Não podem tardar as investigações. Tanto esforço e dificuldades superadas. Meu único compromisso é com o Brasil. Só este compromisso que me guiará”, finalizou.

No discurso, Temer lamentou o fato das denúncias envolvendo seu nome surgirem em um momento em que o País começa a se recuperar economicamente. “Quero deixar muito claro, dizer que meu governo viveu nesta semana seu melhor e pior momento. Os indicadores de queda da inflação, os números de retorno do crescimento da economia e dados de geração de emprego criaram esperança de dias melhores. O otimismo retornava e as reformas avançavam no Congresso”, disse. “Ontem, contudo, a revelação de conversas gravadas clandestinamente trouxe fantasmas de crise política de proporção ainda não dimensionada”, completou.

Temer disse ainda que os esforços que o seu governo fez não podem se tornar inúteis. “Não podemos jogar no lixo a história de tanto trabalho”, disse.

Leia também:
Aécio Neves é afastado do mandato
Reformas são suspensas no Congresso
PPS anuncia a saída da base aliada


Inquérito no STF - O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), abriu um inquérito contra o presidente da República a pedido da Procuradoria-Geral da República, em um desdobramento dos conteúdos apresentados pelos empresários Joesley e Wesley Batista em acordo de colaboração premiada homologado pelo ministro, por tentativa de obstrução das investigações na Operação Lava Jato.

Os donos da JBS, Joesley Batista e seu irmão Wesley Batista, gravaram uma conversa em que o presidente Michel Temer supostamente dá aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato. A informação foi divulgada na última quarta-feira pelo colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim.

A conversa com Temer teria ocorrido no dia 7 de março deste ano, no Palácio do Jaburu, residência do presidente. No diálogo, Joesley teria dito ao peemedebista que estava pagando uma mesada a Cunha e a Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara, também preso na Lava Jato, para que ambos ficassem em silêncio sobre irregularidades envolvendo aliados. “Tem que manter isso, viu?”, disse Temer a Joesley, segundo relatou “O Globo”.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

17/02/2018
Câmara só regulamentará benefício após STF
Cármen Lúcia marcou para março o julgamento das ações que tratam de prerrogativas do Judiciário
17/02/2018
Partidos de esquerda apresentarão manifesto
São Paulo - Os principais partidos de esquerda do País uniram-se em uma agenda comum, pregando a necessidade de um Estado forte, com atuação dos bancos públicos...
17/02/2018
Câmara deve votar projeto de privatização até abril
Brasília - O cronograma de votação do projeto de lei com regras para a privatização da Eletrobras está “tranquilo”, em meio a...
17/02/2018
Temer decreta intervenção federal no Rio de Janeiro
Durante a votação da PEC da Previdência, medida será revogada
17/02/2018
General Braga Netto terá o comando das polícias
Brasília - O decreto assinado na sexta-feira, 16, pelo presidente Michel Temer que institui intervenção federal no estado do Rio de Janeiro tem como “objetivo pôr...
› últimas notícias
Sondagem revela retomada do otimismo na construção civil
Valor liberado para médios e grandes produtores na safra 2017/18 é de R$ 85 bilhões
Justiça decide que elétricas não poderão ter cobrança retroativa de débitos de R$ 6 bilhões
Sebrae pretende atender 69,6 mil MPEs
Nível de atividade do varejo no Brasil aumenta 1,3% em janeiro, aponta a Cielo
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Começam as obras do Aeródromo Inhotim
Folia supera expectativas em Belo Horizonte
Mobiliata une empreendedorismo e impacto social
Carnaval aqueceu setor de brindes na Capital
Fiat Argo Drive tem bom desempenho
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


17 de fevereiro de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.