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DMEP - Cegueira das Organizações

21/12/2016

Tempo de refletir e de nos preparar para um futuro melhor

Rinaldo de Castro Oliveira*
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É chegado o fim do ano. Tempo propício para reflexões a respeito dos acertos e desacertos que tivemos em nossa vida ao longo desse período, incluindo a perspectiva relacionada às questões profissionais e empresariais, pois não podemos desconsiderar a influência desses aspectos na nossa vida como um todo. Tempo difícil, onde para a maioria das empresas os fatores políticos e econômicos observados nesse último ano imputaram condições muito adversas e naturalmente impactaram a capacidade de geração de valor das organizações. Por outro lado, também devemos exercitar o raciocínio da autocrítica e avaliarmos se de fato fizemos tudo que era possível ser feito para superar essas dificuldades da melhor forma possível. Tomamos as decisões mais corretas, que muitas vezes não são as mais fáceis, para seguir a diante? Nos comportamos bem, como bons meninos e meninas, a ponto de sermos merecedores de um presente de Papai Noel? Seja qual for a resposta, o bom disso tudo é que a chegada de um novo ano nos dá sempre a esperança de que tempos melhores virão e que podemos fazer diferente, deixando o passado para trás, como um estoque de lições aprendidas que nos ajudarão a continuar melhorando.

Esse exercício do ponto de vista gerencial tem sido desenvolvido por muitas organizações através da prática do planejamento estratégico, com desdobramentos no plano tático-operacional. Temos percebido cada vez mais que empresas de diferentes portes e segmentos têm adotado mecanismos de gestão que buscam direcionar essa análise, visando encontrar caminhos e alternativas para melhoria dos resultados. Também temos observado que essa prática de reflexão tem concentrado muito a sua atenção na dimensão financeira, sem ter uma discussão ampliada considerando aspectos relacionados a estrutura organizacional, a estratégia de marketing e produtos, e a própria estruturação de competências chave da empresa, fatores determinantes para promover as transformações necessárias. Traçar um plano financeiro-orçamentário ousado, sem observar questões elementares que permitam a construção de programas e iniciativas que darão sustentação aos objetivos propostos, parece ser uma medida pouco inteligente, que muito provavelmente levará a novas frustrações.

A prática sistemática de identificarmos as causas que nos impedem de atingirmos os resultados que esperamos, e que ao mesmo tempo nos permite traçar medidas no sentido de buscarmos patamares superiores, é sempre um ótimo caminho para a melhoria contínua. Boas metodologias e ferramentas gerenciais, que refletem a organização dentro de uma visão abrangente e integrada, são mecanismos que certamente contribuem nesse processo. A falta de reconhecimento do valor que essas práticas possuem por parte de pessoas e lideranças empresariais talvez seja ainda uma cegueira que inibe a capacidade das organizações de gerar resultados consistentes. Ainda vemos com certa frequência que a cultura do improviso e da autossuficiência ainda fazem parte do ambiente de negócios.

Nas organizações, assim como em nossas vidas, devemos ter sempre o propósito de enfrentar de frente as situações que nos cercam. Como dito no início desse ensaio, com a chegada do fim do ano e a proximidade de um novo tempo, é hora de fazermos as nossas reflexões. Empresas que exercitam esse processo de maneira organizada e estruturada, certamente estarão mais preparadas para capturar as oportunidades que surgirão, diante de cenários favoráveis ou adversos. No mais, uma boa dose defé, coragem e um 2017 melhor para todos nós!

*Sócio-diretor da DMEP

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