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23/05/2017

TI e RH: entenda os benefícios dessa união

Cada vez mais, a tecnologia é usada como instrumento para identificar e reter pessoas
Ana Carolina Dias
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Diálogo proposto colocou em discussão questões como tendências para gestão de pessoas e o desenvolvimento de novas competências e talentos/Divulgação
Os desafios e estratégias para unir e potencializar as ações das áreas de Tecnologia da Informação (TI) e Recursos Humanos (RH) em um contexto de revolução digital foram alvo de reflexão na primeira edição do Seminário Convergência Humanas e Exatas, realizada pela Sociedade de Usuários de Tecnologia (Sucesu-MG) em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-MG). As palestras e debates aconteceram na última quinta-feira (18), no Museu Inimá de Paula, na região central de Belo Horizonte.

O diálogo proposto, que teve como objetivo principal a troca de experiências entre profissionais com perfis considerados divergentes, colocou em discussão questões como tendências para gestão de pessoas, desenvolvimento de novas competências e talentos, adaptabilidade humana às novas tecnologias, inovação dos modelos de negócios e o papel das lideranças organizacionais para aproveitar potenciais, sem deixar de lado a humanização.

Para o presidente da Sucesu-MG, Leonardo Bortoletto, ampliar os horizontes e entender o uso da tecnologia é fundamental para qualquer profissional que queira estar apto a atuar no mercado atualmente. “O que vamos ver aqui é um experimento extremamente necessário para o mundo. Vou estender um pouco e dizer que não é necessário somente para recursos humanos, mas para todas as áreas. A tecnologia hoje ocupa um espaço transversal, está em todo o lugar, mas se faz necessário e urgente que os mundos conversem de maneira a serem entendidos”, disse.

A presidente da ABRH-MG, Eliane Ramos, também ressaltou a importância da tecnologia, comentou sobre a conexão entre as duas áreas e como o RH pode realizar essas ações no ambiente empresarial. “O RH, atualmente, não vive sem a tecnologia e por isso precisamos unir essas duas áreas para conseguir atingir os objetivos estratégicos. Isso é resultado do que temos como indicadores, precisamos mensurar resultados e a tecnologia é primordial para isso. Então, trabalhar com tecnologia, estatística, projetos, é extremamente importante para a área de Recursos Humanos”, afirmou.

As pessoas continuam a ser o centro das atenções, apesar da era da tecnologia, na opinião do superintendente da ABRH-Brasil, Ricardo Mota. Para ele, cooperação e colaboração nunca deixarão de existir. “Quando falamos de tecnologia, o que precisamos é de pessoas que colaborem mais com essa nova fase que já está entre nós e estejam preparadas para as novas profissões. Temos muita informação disponível, mas pouco conteúdo nas pessoas, então é preciso se apropriar dessas informações para alcançar esses skills que esperamos no futuro”, destacou.

Pontos de vista - Responsável pelo setor de tecnologia da Unimed-BH, o superintendente-geral de Gestão Empresarial da Unimed-BH, Alexandre Flores, participou da mesa-redonda que apresentou ao público a visão de profissionais que lidam com a tecnologia no cotidiano, como eles se relacionam com suas equipes e o que pensam sobre a atuação do departamento de gestão de pessoas. Para Flores, a relação é de apoio mútuo entre as aplicações da tecnologia ao RH e a ação do RH junto à área de TI, identificando novas competências.

“Discutir essa junção é muito importante porque, cada vez mais, a tecnologia é usada como instrumento pelo RH para identificar e reter pessoas, desenvolver talentos. E, ao contrário também, a TI precisa do RH para identificar perfis que façam a diferença nesse mundo conectado e tecnológico no qual todas as empresas precisam se situar. A Unimed-BH tem discutido essas questões no dia a dia, incluindo, junto com outras empresas de Belo Horizonte, novos modelos como startups e parcerias que envolvem gente e tecnologia”, afirmou.

Essas constantes mudanças tecnológicas, principalmente nos últimos cinco anos, fizeram com que Leonardo Chebly, CEO do Grupo JChebly, lançasse a reflexão sobre o papel das lideranças com a entrada de novas ferramentas digitais no mercado tradicional. “Cada vez mais é necessário trazer nossas equipes e as pessoas para essa realidade que passa por uma mudança mais acelerada. A responsabilidade do gestor de conseguir liderar e adaptar seu time para essa nova realidade é fundamental. Reunir pessoas da área de frente do RH e da TI é importante para que cada vez mais os RHs entendam essa nova economia digital na qual estamos entrando e consigam ajudar a implantar essa dinâmica em todos os níveis da empresa”, explicou.

Mulheres - Na outra ponta do debate, a mesa formada por mulheres encarregadas da gestão de pessoas em suas empresas, mostrou a perspectiva dessas profissionais em uma realidade cheia de desafios. Diretora-presidente da Semear Participações, Lilian Azevedo Pessoa reforçou que, principalmente nos segmentos de negócios de Comércio e Indústria, Relógios e Financeiro, com os quais lida diariamente, é preciso enxergar os negócios na área digital e se reinventar. “Quando você pergunta qual será o futuro do seu negócio daqui a cinco anos, isso causa um impacto. Essas questões têm que ser trazidas a todo o momento e na pauta não pode deixar de constar o item inovação. Temos uma agenda anual e esse é um dos pontos que colocamos para discussão: como inovar um negócio”, declarou.

Ressaltando o posicionamento de conectar pessoas da área de RH, a diretora de Gente na Telemont Engenharia de Telecomunicações S/A, Maria de Lourdes Aguiar, pontuou desafios como lidar com conflitos de gerações, a humanização para manter a sustentabilidade de negócio e a realização de ações que motivem os funcionários. “A Telecom é uma empresa de 42 anos de mercado. Então, temos pessoas com 30 anos de empresa e gente que acabou de entrar. Convivemos o tempo todo com gerações diferentes e interesses divergentes, por isso, é necessário que cada um tenha entendimento do seu papel para que possamos dar o melhor espaço e ter o melhor de cada um”, observou.

Design Thinking - Coletar visões diferentes sobre um problema e investigar essas informações para ampliar a percepção e gerar novas ideias é um dos objetivos do Design Thinking. No Seminário Convergência Humanas e Exatas, a Head ofCustomer Experience da DTI Digital Technologies, Denise Eler e o CEO da empresa, Marcelo Szuster, realizaram uma oficina que, por meio de um processo de empatia, buscou mostrar como os profissionais da área de RH podem entender melhor como pensa uma pessoa de TI e como os profissionais da TI pode entender o que motiva o RH e suas ações.

“O design thinking também é conhecido como pensamento integrativo. Essa forma de trabalhar que considera diversos pontos de vista sobre uma determinada situação, tem essa qualidade de integrar realidades diferentes. Então, se precisamos resolver um problema em uma empresa e o RH e a TI tem algum papel importante nisso, vai ser natural no processo de design colocar os dois juntos”, esclareceu Denise Eler, que coordenou a atividade.

Na mesma área de atuação, a pesquisadora da Symnectics, Carlota Mingolla, propôs planejamentos mais integrados e antecipação das oportunidades e ameaças na observação de um ecossistema emergente. Para ela, comportamento e tecnologias não podem mais ser tratados como duas coisas separadas e os caminhos que o design estratégico prevê passam pelas tendências e possibilidades para o futuro.

“Normalmente quando falamos de futuro, é esse lugar que não sabemos onde está. Se olhamos para o passado e para o que vivemos hoje, isso é parte da metodologia do design estratégico, começa talvez a fazer sentido pensar que aquele futuro é parcialmente provável, mas não é possível. E isso diz respeito à nossa forma de trabalhar, viver e interagir com o modelo de sociedade que vamos ter”, refletiu Carlota Mingolla.

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