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30/03/2018

Tiggo 2 apresenta projeto bem-acabado

Primeiro fruto da união CAOA Chery mostra a grande evolução dos modelos chineses mais recentes
José Oswaldo Costa*, de São Paulo (SP)
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A montadora chinesa Chery lançou o Tiggo, no Brasil, em 2013. Naquela época, tivemos acesso ao carro para avaliações e constatamos diversas deficiências, principalmente, no acabamento.

Peças mal encaixadas, materiais com acabamento ruim e um visível projeto de design (interno e externo) ultrapassado.

Agora, a marca apresenta, no Brasil, o Chery Tiggo 2. Além do projeto moderno apresentado pelo modelo, a expectativa é grande após a união da montadora com o Grupo CAOA que já controla, aqui, operações das marcas Hyundai e Subaru.

Dessa forma, o grupo nacional passa a contar com duas plantas: da Hyundai, em Anápolis (GO) e da Chery, em Jacareí (SP). A ambição, em relação à marca Chery, é grande.

Durante a apresentação do Tiggo 2, executivos da montadora apresentaram as metas de market share no mercado nacional: 0,6% para 2018; 1,5% para 2019 e 2,0% para 2020.

Para isso, além do Tiggo 2, a expectativa é lançar 3 novos modelos no Brasil até o fim desse ano. Hoje, são 25 concessionárias da Chery espalhadas no território nacional. A expectativa é de que sejam mais de 30 até o fim desse ano.

Importante destacar que a Chery é a maior exportadora de veículos da China e é parceira, localmente, de marcas importantes como Jaguar e Land Rover.

A marca investe pesado na contratação de profissionais mundialmente reconhecidos e aposta no desenvolvimento de um design ao estilo europeu. Ponto para a montadora chinesa, visto que este é o preferido do consumidor brasileiro.

Tiggo 2 – O novo modelo para o mercado brasileiro é um SUV compacto. No primeiro contato, seu desenho agrada bastante. Interessante que a traseira lembra muito a do hatch da marca vendido aqui, o Celer.

Há uma barra cromada, que atravessa toda a extensão da tampa do porta-malas, unindo as lanternas. O para-choque é “parrudo”, em plástico preto, e conta com luzes de neblina nas extremidades. Essa parte preta faz a união, no mesmo material, com o acabamento das caixas das rodas.

A dianteira apresenta design discreto, moderno e bem resolvido. Não há exageros. No pára-choque dianteiro estão localizadas as luzes de rodagem diurnas (DRL). Também existe uma barra cromada, atravessando a grade do radiador, que faz a união com os belos faróis.

As bonitas rodas em liga leve, de 16 polegadas, também chamam atenção. Os retrovisores, em tamanho grande, muito útil em utilitários esportivos, contam com repetidores de seta.

Interior – O interior do Tiggo2 tem um belo impacto, bastante positivo. À primeira vista, os materiais utilizados causam boa impressão. Transmitem sensação de qualidade e não apresentam peças mal encaixadas.

O painel traz desenho simples e funcional. O quadro de instrumentos, com mostradores de velocímetro e conta-giros em tamanho grande, conta com tela digital entre elas (computador de bordo). Ela apresenta algumas funções interessantes, como a pressão de cada pneu.

Os bancos são forrados com uma mescla de tecido e material sintético que imita o couro. As costuras, e alguns detalhes, na cor laranja ficaram de muito bom gosto. O volante é multifuncional.

Os apoios de braço nas portas apresentam material acolchoado na área de contato. Além disso, o acabamento dos botões dos vidros elétricos foi executado com capricho.

Os cinco passageiros contam com encostos para as cabeças e cinto de três pontos. O espaço é bom, mas um detalhe negativo se destacou: o “macaco” foi fixado embaixo do banco do passageiro dianteiro. Isso rouba espaço para os pés de que viaja logo atrás.

Falando em espaço, as medidas do Tiggo 2 são as seguintes: comprimento – 4,20 metros; entre-eixos – 2,55 metros; altura – 1,57 metro e largura – 1,76 metro. O porta-malas tem capacidade para 420 litros.

Powertrain – Nesse primeiro momento, o SUV compacto será comercializado com motor 1.5, capaz de render 110/115 cv (14,9 kgfm de torque com etanol e de 13,8 kgfm com gasolina), e câmbio manual de 5 marchas. Os executivos da Chery informaram que o câmbio automático chega ainda no 1º semestre desse ano.

O Tiggo 2 será comercializado em duas versões: Look (R$59,99 mil) e ACT (R$66,49 mil). O único opcional, para a versão ACT, é o teto pintado na cor preta, vendido por R$1,5 mil.

A versão Look conta, entre outros, com ar-condicionado, computador de bordo no quadro de instrumentos, controle de pressão dos pneus, airbag duplo, cinto de três pontos para todos os ocupantes, retrovisores elétricos, ajuste de altura para os faróis, vidros elétricos dianteiros e traseiros, alarme, banco do motorista com ajuste de altura, bancos com mescla de tecido e material sintético, luzes de rodagem diurnas, rodas em liga leve de 16 polegadas, sensor de estacionamento traseiro e rádio com entrada USB.

A versão topo de linha ACT conta com todos os itens da Look, acrescidos de: volante multifuncional forrado em couro, câmera de ré, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, teto solar elétrico, rodas em liga leve de 16 polegadas polidas, central multimídia com tela sensível ao toque de 8 polegadas (com espelhamento dos sistemas Android e IOS) e ar-condicionado automático.

O SUV compacto será vendido com opção de 5 cores: duas sólidas (preto e branco) e três metálicas (prata, azul e marrom). O Tiggo 2 estará nas concessionárias da Chery a partir da primeira semana de abril.

*o jornalista viajou a convite da CAOA Chery

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