Publicidade
21/04/2018
Login
Entrar

DC Mais

09/03/2018

Todos nós temos uma trilha sonora do coração

Rogério Faria Tavares*
Email
A-   A+
A pedido do veterano jornalista Miguel Rezende, produtor do programa, selecionei 12 músicas para apresentar no “Feito em casa”, levado ao ar pela Rádio Inconfidência, a querida Brasileiríssima. Minha tarefa, durante a gravação, foi explicar o porquê das minhas escolhas. Não foi difícil. Logo no primeiro bloco, incluí “Disparada”, composta por Geraldo Vandré e Theo de Barros. A canção conquistou o primeiro lugar no Festival da Música Brasileira, em 1966, na voz do irreverente Jair Rodrigues. Era a predileta de meu pai. Em sua missa de sétimo dia, celebrada na Igreja de Santo Inácio de Loyola, pedi a um coral para interpretá-la: “Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei...” Sempre que cantarolo esses versos, fico naturalmente tocado pela memória.
Na sequência, citei “Podres Poderes”, de Caetano Veloso, que integrou o LP “Velô”, lançado em 84. Passados 34 de seu lançamento, a letra continua atualíssima, é impressionante. Em seguida, mencionei “Encontros e Despedidas”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, que deu título ao álbum lançado por Bituca em 85: “Todos os dias é um vaivém. A vida se repete na estação. Tem gente que chega pra ficar. Tem gente que vai, pra nunca mais.” Nada mais verdadeiro. A vida da gente é assim, e os dois artistas mineiros souberam perfeitamente transformar essa experiência em poesia.

No segundo bloco, mergulhei na produção mineira. Abri com “Feira Moderna”, de Lô Borges, Beto Guedes e Fernando Brant. Defendida pelo conjunto “Som Imaginário” no Quinto Festival Internacional da Canção, da TV Globo, em 1970, também fez parte do vinil “Amor de Índio”, de 78. A seguinte foi “Rua Ramalhete”. Esse verdadeiro hino de amor a Belo Horizonte foi originalmente gravada em 79, por Tavito (que a criou, em parceria com Ney Azambuja). Sucesso imediato, também ressurgiu em discos do Roupa Nova e de Biafra. Como ex-aluno do Sacre Couer de Marie, onde fiz o curso primário (e de onde trago belíssimas lembranças), gosto muito de ouvi-la. Sinto-me em casa...

Para fechar o segmento, optei por “Casa aberta”, de Chico Amaral e Flávio Henrique, mencionada na coluna da semana passada. Gravada por Marina Machado, pelo Trio Amaranto, por Milton Nascimento e por Maurício Tizumba, é lírica e forte, ao mesmo tempo.

O terceiro bloco foi dedicado aos meus filhos, Carlos e Gabriela. De 81, “Sapato Velho”, de Claudio Nucci, Mu Carvalho e Paulinho Tapajós, fez companhia a “Caderno”, de Toquinho, lançada em 83 e até hoje amada por quem gosta de criança. “Ciranda da Bailarina”, do mesmo ano, composta por Chico Buarque e Edu Lobo para o disco “O grande circo místico” completou o trio.

No último bloco, priorizei as intérpretes femininas. Em óbvia homenagem à minha caçula, pedi, na voz de Gal, “Modinha para Gabriela”, do mestre Caymmi, composta para a novela inspirada no livro de Jorge Amado. “João e Maria”, de Sivuca e Chico Buarque, veio na sequência, com Nara Leão. Terminei minha lista com “A paz”, de Gil, na voz de Zizi Possi. E você, amigo leitor? Qual é a sua trilha sonora?

*Jornalista. Da Academia Mineira de Letras

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

21/04/2018
Vacinação de 54,4 milhões contra a gripe começa 2ª
São Paulo - A partir de segunda-feira (23), postos de saúde de todo o País vão dar início à vacinação contra o vírus da gripe para...
21/04/2018
Curtas DC Mais 21/04
Presidência da FJFA O professor Emerson de Almeida, cofundador da Fundação Dom Cabral (FDC), é o novo presidente da Fundação José Fernandes de...
21/04/2018
Agenda Cultural 21/04
Comédia Personagens - No monólogo “Show Riso Jeca Brasil”, Leo Araújo interpreta sete personagens da cultura brasileira, com sotaques e trejeitos peculiares....
20/04/2018
A vida é aqui e agora, urge valorizar o presente
É impressionante como é difícil aceitar a morte, a única certeza que se tem na vida. Ela assusta, assombra, amedronta, intimida... É, no entanto, a...
20/04/2018
Curtas DC Mais 20/04
Minas Náutico O Pavilhão de Esportes e Eventos, com 19 mil metros quadrados, concretiza a segunda fase do Plano Diretor do Minas Náutico, controlado pelo Minas...
› últimas notícias
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


20 de abril de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.