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Economia

08/12/2017

Trabalhadores da Jucemg mantêm a greve

Sem consenso com o governo estadual, imbróglio deverá ser resolvido na Justiça
Gabriela Pedroso
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Informações da Asjuc dão conta que a Jucemg acumula aproximadamente 25 mil processos com o funcionamento parcial/Alisson J. Silva
Após mais uma tentativa frustrada de acordo entre os servidores da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg) e o governo, ficará mesmo a cargo da Justiça decidir o futuro da categoria, em greve há mais de 100 dias. Quinta-feira, pela segunda vez nesta semana, a Associação dos Servidores da Jucemg (Asjuc) se reuniu com representantes do Estado e da autarquia, na sede da entidade, para buscar uma negociação. O encontro, ocorrido a pedido do Judiciário, terminou, entretanto, novamente sem um consenso entre as partes.

“Infelizmente, o governo não trouxe nenhuma proposta, não demonstrou interesse algum em atender à pauta dos servidores. Sendo assim, a greve continua. Na próxima segunda-feira, vamos fazer uma assembleia com os servidores para apresentar o resultado do encontro de hoje (quinta-feira). Infelizmente, o governo não está disposto a ceder em nada”, afirmou a presidente da Asjuc, Alessandra Araújo.

Na última sexta-feira, dia 1º, foi realizada uma audiência pública de conciliação para tentar levar as partes a um entendimento e, consequentemente, dar fim à greve. Segundo a presidente da Asjuc, na ocasião, porém, o Estado permaneceu irredutível: não apresentou nenhuma proposta e nem manifestou a intenção de negociar com a categoria.

“A audiência, então, foi suspensa, porque não se chegou a nenhuma definição, e foi dado o prazo desta semana para que nos reuníssemos novamente para tentar um acordo para ser homologado na Justiça até a próxima segunda-feira, dia 11”, conta Alessandra Araújo. Além do encontro de quinta-feira, representantes da Associação dos Servidores, da Jucemg e do governo já tinham se reunido na terça-feira (5), sem sucesso.

A reportagem tentou contato com representantes da Jucemg, mas, até o fechamento da edição, ninguém foi encontrado para comentar a situação.

Processos - De acordo com informações da Asjuc, a Junta já acumula mais de 25 mil processos - entre pedidos de abertura e extinção de empresas, alteração contratual e registro de livros. O funcionamento parcial da autarquia tem gerado insatisfação entre diferentes segmentos, como comércio e contabilidade, por todo o Estado, devido aos atrasos na execução dos procedimentos.

Alessandra Araújo destaca que a situação dos trabalhos da entidade no interior de Minas Gerais está complicada, com muitas reclamações dos usuários do serviço. Entretanto, ela lembra que as demandas não solucionadas no interior são direcionadas para a capital mineira, sobrecarregando a estrutura do município. “Na sede, em Belo Horizonte, o número de processos é maior, e o que não é resolvido no interior, acaba vindo para cá”, diz.

Os servidores da Jucemg pleiteiam junto ao governo, além do cumprimento do acordo de 2015 - que prevê uma gratificação de 50% no salário e a instituição do plano de carreira -, o fim do assédio moral e do nepotismo na instituição e a manutenção das políticas de pagamento do vale-alimentação.

Em novembro, o desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Wander Marotta, decidiu pela legalidade da greve dos servidores, após o governo ajuizar ação civil alegando o contrário. O movimento teve início no último dia 28 de agosto.

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