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Internacional

20/07/2018

Trump critica altas de juros pelo Fed

Agência Estado
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São Paulo - O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, criticou o movimento de aperto monetário do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e disse que não está “empolgado” com as elevações nas taxas de juros promovidas pela autoridade monetária do país. “Eu não concordo com as altas de juros. Não estou empolgado, porque nossa economia está acelerando, e, toda vez que nossa economia acelera, o Fed quer elevar os juros novamente. Eu não estou feliz com isso”, declarou Trump.

Ao se referir ao presidente do Fed, Jerome Powell, Trump disse que colocou um “homem muito bom” no comando do banco central, embora não concorde com as elevações nas taxas de juros. Em entrevista à rede de TV americana CNBC, o presidente americano citou os movimentos de política monetária de outros bancos centrais, como o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês).

“Olhe o que está acontecendo com o euro e com a UE. Eles não estão fazendo o que nós estamos fazendo e nós ainda temos algumas desvantagens. Nós temos perdido US$ 150 bilhões com as nações europeias. Eles deixam o dinheiro deles mais ‘fácil’ e a moeda deles está caindo”.

Sobre a China, Trump comentou que o yuan está “caindo como uma pedra”, enquanto o dólar está subindo. “Tenho que falar: isso nos coloca em desvantagem. Estou apenas dizendo a mesma coisa que eu teria dito como um cidadão comum. Talvez alguém diga que eu não poderia falar isso como presidente. Mas eu não poderia me importar menos com o que eles dizem, porque minhas opiniões não mudaram”, disse o presidente americano para tentar justificar suas críticas ao Fed.

Políticas monetárias - Em junho, o banco central dos EUA efetuou a segunda elevação de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, que subiu para a faixa entre 1,75% e 2%. Na ocasião, o Federal Reserve sinalizou, ainda, mais dois aumentos neste ano e mais três em 2019. Na terça e na quarta-feira, Jerome Powell participou de duas sabatinas no Congresso, onde reiterou que pretende prosseguir com os aumentos graduais nas taxas de juros.

Enquanto isso, o BCE apontou, também no mês passado, que deve elevar os juros apenas no verão de 2019 no Hemisfério Norte. O PBoC, por sua vez, vem efetuando cortes na taxa de compulsório bancário e orientando a desvalorização do yuan em relação ao dólar, com a moeda chinesa operando nos menores níveis em mais de um ano.

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