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Internacional

12/01/2017

Trump promete ser 'criador de empregos'

Em sua primeira entrevista coletiva depois de eleito presidente, magnata afiança estímulo à economia
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Donald Trump insistiu nos temas polêmicos, como erguer muro entre EUA e México/Cage Skidmore/Divulgação
Nova York - O futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tomará posse no próximo dia 20, prometeu estimular a economia norte-americana e declarou a jornalistas que será “o maior criador de empregos que Deus já criou”. Em seu governo, o objetivo é trazer postos de trabalho que alguns setores levaram para fora do país de volta para a economia dos EUA.

“Teremos bons empregos e boas notícias”, frisou Trump em seus comentários iniciais, ressaltando que a montadora General Motors siga sua rival Ford e mantenha postos de trabalho nos EUA.

Trump afirmou que enquanto estiver governando o país, seus filhos Eric e Donald Jr vão administrar seus negócios particulares. Com isso, o magnata respondeu a um dos maiores questionamentos da mídia, que seria a existência de um possível conflito entre seus interesses particulares e o interesse do país.

O republicano ressaltou ainda a necessidade de a indústria farmacêutica voltar a criar empregos nos EUA e não em outros países. Ele prometeu melhorar os processos para licitações do setor, que tem desenvolvido bons remédios, mas no exterior.

A pouco mais de uma semana de sua posse como novo presidente dos Estados Unidos, o bilionário Donald Trump admitiu, pela primeira vez, que a Rússia está por trás da invasão dos computadores do Comitê Eleitoral do Partido Democrata por “hackers”, durante a campanha presidencial.

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México - Ele também afirmou que pretende iniciar imediatamente a construção de um muro separando o México dos EUA e que o país vizinho vai “reembolsar” os custos com a obra. “Eu não quero esperar um ano e meio até que eu faça o meu acordo com o México”, apontou, ao comentar sobre a possível data do reembolso, explicando que o pagamento será feito provavelmente através de um “imposto” e não pela quitação em dinheiro.

Um momento de tensão, durante a entrevista, foi quando Trump se negou a responder à pergunta de um jornalista da rede de televisão CNN. “Sua organização é terrível. Quieto. Calma. Não seja rude”, disse Trump ao repórter.

Na primeira entrevista desde que ganhou as eleições, transmitida ao vivo em rede nacional de televisão do seu escritório na Trump Tower, no centro de Nova York, o magnata considerou um “absurdo” as alegações, segundo ele infundadas, de que a Rússia tem informações pessoais e financeiras comprometedoras sobre ele. “Isso é algo que a Alemanha nazista teria feito”, destacou.

Entretanto, ao admitir que houve espionagem nos computadores do Comitê Eleitoral Democrata, ele disse que não apenas a Rússia, mas também outros países fizeram ações similares. “No que diz respeito à pirataria, acho que foi a Rússia, mas também acho que fomos atacados por outros países, outras pessoas”, falou Trump, citando um suposto hackeamento (invasão de computadores) feito pela China.

Secretários - O indicado para o cargo de secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, anunciou ontem que recomendará uma “revisão total” do acordo nuclear com o Irã, mas não pediu a rejeição do tratado de 2015.

Nomeado pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e falando em sua sabatina de confirmação no Senado, Tillerson também disse que não é contra o acordo de comércio Parceria Transpacífico, mas admitiu partilhar de algumas das visões de Trump sobre se o pacto como foi negociado reflete os melhores interesses dos EUA.

Já o indicado por Donald Trump para chefiar o Departamento de Estado dos EUA, Rex Tillerson, ponderou que o risco da mudança climática existe e que as consequências podem ser graves se medidas não forem tomadas.

Quando indagado durante audiência no Senado dos EUA para dizer se acreditava que a atividade humana estava contribuindo para a mudança climática, Tillerson não respondeu nem sim, nem não, mas afirmou: “O aumento nas concentrações de gases do efeito estufa na atmosfera estão tendo um efeito. Nossa capacidade de prever esse efeito é bastante limitada”.

Tillerson é ex-presidente-executivo da petroleira Exxon Mobil. Durante a campanha eleitoral, Trump afirmou que retiraria os EUA do acordo climático de Paris de 2015. (ABr/AE/Reuters)

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