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Internacional

14/11/2017

UE aprova sanções econômicas ao país

Embargo de armas está entre restrições, sob argumento de que eleições regionais aprofundaram crise
Reuters
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Governo de Nicolás Maduro, sediado em Caracas, capital venezuelana, está sendo pressionado a dialogar com a oposição por solução democrática/Gabriela Camaton/Divulgação
Bruxelas - Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia aprovaram ontem sanções econômicas contra a Venezuela, incluindo um embargo de armas, argumentando que as eleições regionais venezuelanas do mês passado aprofundaram a crise no país sul-americano.

Atentos a não levarem a Venezuela ainda mais perto do colapso econômico e político, governos da UE evitaram mirar quaisquer indivíduos, deixando nomes para uma fase posterior para tentar persuadir o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a acalmar a situação.

“Tudo que fazemos visa buscar um diálogo entre o governo e a oposição para encontrar uma solução democrática e pacífica”, disse o chanceler espanhol, Alfonso Dastis, a repórteres em uma reunião com seus colegas na qual a decisão sobre as sanções foi tomada.

A Espanha vem pressionando há tempos por sanções a elementos próximos de Maduro, que Washington acusa de ter instaurado uma ditadura, mas a UE está dividida sobre quem punir.

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Gradual e flexível - Em um comunicado conjunto, todos os 28 chanceleres do bloco afirmaram que a base legal para proibições de viagens de indivíduos para a UE e o congelamento de bens no bloco “será usada de uma maneira gradual e flexível e pode ser ampliada”.

No comunicado, os ministros falaram que as eleições regionais venezuelanas de 15 de outubro foram um divisor de águas que endureceu a posição do bloco e que ocorreram em meio a “numerosas irregularidades relatadas”.

Os resultados pareceram favorecer o governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) de Maduro. Pesquisas indicavam que a oposição conquistaria uma maioria com facilidade, mas esta só conquistou alguns governos estaduais, de acordo com o Conselho Nacional Eleitoral pró-governo.

Os chanceleres da UE decidirão quem submeter a sanções em uma fase posterior, mas disseram que se concentrarão nas forças de segurança e em ministros e instituições de governo acusados de violações de direitos humanos e de “desrespeito aos princípios democráticos ou ao Estado de Direito”.

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