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Internacional

07/06/2018

UE deve aplicar taxas a partir de julho

Bloco decidiu tarifar produtos norte-americanos em resposta à taxação imposta por Trump
AE e Reuters
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Entre os itens dos Estados Unidos incluídos na pauta de sobretaxas dos europeus estão suco de laranja e produtos siderúrgicos/Reuters/Yves Herman
Bruxelas/ São Paulo - A União Europeia (UE) espera atingir as importações norte-americanas com tarifas adicionais a partir de julho, aumentando o conflito comercial depois que Washington impôs suas próprias tarifas sobre a entrada de aço e alumínio do bloco europeu.

Os membros da UE deram amplo apoio ao plano da Comissão Europeia de fixar 25% de impostos em até 2,8 bilhões de euros em exportações dos Estados Unidos (EUA) em resposta ao que é visto como ação ilegal dos EUA. As exportações do bloco que estão agora sujeitas às tarifas norte-americanas valem 6,4 bilhões de euros.

“A Comissão espera concluir o procedimento em coordenação com os Estados membros antes do final de junho, para que as novas tarifas comecem a ser aplicadas em julho”, disse o comissário Maros Sefcovic, em coletiva de imprensa realizada ontem, depois que ele e outros comissários endossaram o plano para sobretaxar importações dos Estados Unidos.
Esse plano também inclui taxas entre 10% e 50% sobre 3,6 bilhões de euros de importações dos EUA em março de 2021, ou potencialmente mais cedo, se a Organização Mundial do Comércio (OMC) decidir que as medidas norte-americanas são ilegais.
Os produtos dos EUA na lista incluem suco de laranja, bourbon, jeans, motocicletas e uma variedade de produtos siderúrgicos.

Resposta - A União Europeia, o Canadá e o México responderam após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter encerrado, na última sexta-feira (1º), suas isenções tarifárias de 25% para o aço e 10% para o alumínio.

O Canadá anunciou que irá impor tarifas retaliatórias sobre US$ 12,9 bilhões em exportações dos EUA a partir de 1º de julho. O governo mexicano também anunciou sobretaxas em produtos norte-americanos, que variam de aço a suínos e bourbon, na terça-feira (5).

Estados Unidos - O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou ontem, em coletiva de imprensa, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai se encontrar com os líderes da França, Emmanuel Macron, e do Canadá, Justin Trudeau, durante reunião do G-7, no final desta semana, em Quebec. A expectativa é de que eles discutam a questão das barreiras comerciais.

O encontro de Trump com os líderes ocorre ao mesmo tempo em que os Estados Unidos têm retomado a retórica comercial contra aliados.

“Não estamos engajados em uma guerra comercial, mas as disputas comerciais têm de ser resolvidas”, disse Kudlow, que classificou ainda Trump como defensor do livre-comércio. “Trump está usando as armas deles, apesar das críticas de nossos aliados do G-7”.

O assessor econômico negou ainda uma informação veiculada pela ABC News na noite de terça-feira (5), que dava conta de que ele defendeu a Trump a isenção da cobrança dessas tarifas contra o Canadá. “Aparentemente esta é uma notícia falsa”, afirmou. “Nossa relação com o Canadá é muito boa, somos aliados há muito tempo”, ponderou.

Kudlow acredita que, após implementados, os novos acordos comerciais vão levar os EUA a uma taxa de crescimento anual de 3%.

Na conversa com a imprensa, que antecede a viagem dele a Quebec, Kudlow aproveitou ainda para criticar mais uma vez a Organização Mundial do Comércio (OMC). Para ele, a entidade se tornou “ineficaz” em mediar conflitos comerciais dos países.

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