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21/11/2017
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Internacional

21/10/2017

UE vai insistir em acordo com o Mercosul

Conversas serão mantidas, apesar das reservas da França em relação às importações agrícolas
AE/Reuters
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Juncker: ?Nós continuaremos a fazer tudo que pudermos para concluir as negociações?/Pietro Naj-Oleari/ Divulgação
Bruxelas - A União Europeia irá insistir para concluir as conversas sobre livre comércio com o Mercosul até o final do ano, disseram líderes, apesar das reservas da França sobre a série de importações agrícolas que o acordo traria.

O presidente francês, Emmanuel Macron, havia dito que não estava com pressa para fechar um acordo com os países exportadores de carne do Mercosul --Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai-- e conseguiu incluir o comércio na agenda de uma cúpula de líderes da União Europeia em Bruxelas.

“Nós tivemos um pequeno momento logo depois da meia-noite para discutir comércio internacional”, disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em coletiva de imprensa após encontro dos líderes na sexta-feira.

Juncker disse que a Europa tem uma grande oportunidade de fechar acordos comerciais com países pelo mundo, respeitando os valores e padrões europeus e a “reciprocidade buscada pelo presidente francês”.

“Nós continuaremos a fazer tudo que pudermos para concluir as negociações com o Mercosul antes do final do ano. É importante. Nós subestimamos a importância do Mercosul para a União Europeia”, disse.

Brexit – A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse nesta sexta-feira que a União Europeia só pode concordar em entrar na próxima fase das negociações do Brexit em dezembro se o Reino Unido avançar com suas obrigações financeiras com o bloco.

“Nós esperamos que até dezembro nós tenhamos avançado o suficiente para permitir que a fase dois comece, mas isso depende da extensão do progresso feito pelo Reino Unido para que nós possamos dizer que é suficiente nos temas centrais da fase um”, disse Merkel em coletiva de imprensa, no final de uma cúpula da União Europeia.

“Nisso, o acordo financeiro é o tema mais proeminente”, acrescentou.

O presidente da França, Emmanuel Macron, também afirmou que cabe ao governo do Reino Unido admitir suas obrigações financeiras com a União Europeia antes de deixar o bloco. Segundo ele, dessa maneira o diálogo sobre a relação futura depois do chamado Brexit pode avançar.

Em entrevista coletiva após uma reunião de líder da UE em Bruxelas, Macron disse que “nós temos visto certo progresso” e que o bloco deseja passar para a próxima fase das negociações. “Mas muito ainda precisa ser feito”, comentou, “e isso está nas mãos da premiê May”, em referência à primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

O líder francês ressaltou que a principal questão que trava o avanço é financeira. “Não chegamos na metade do caminho nisso. Muito precisa ser feito”, notou.

Macron disse que, caso o Reino Unido queira honrar seu compromisso de que nenhum país da UE terá de pagar mais no orçamento da UE nem receber menos como consequência do Brexit, Londres precisará reconhecer todos seus compromissos financeiros até 2020.
May pediu aos líderes na última quinta-feira ajuda para fechar um acordo que possa ser apoiado no Reino Unido.

“Nós não estamos aqui para fazer concessões a fim de responder a discursos”, disse Macron. “O problema para a sra. May é que aqueles que defenderam o Brexit nunca explicaram às pessoas que consequências haveria.”

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