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Negócios

23/09/2017

Unifei entre as mil melhores universidades do mundo

UFMG também foi listada
Daniela Maciel
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A Unifei é uma universidade centenária, que tem os seus principais cursos na área de elétrica e mecânica/Divulgação
Pela primeira vez, a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) está no ranking da Times Higher Education (THE), figurando entre as mil melhores universidades do mundo, na faixa de 601º a 800º da classificação. O THE é uma publicação britânica, considerada uma das principais avaliações educacionais do mundo, que analisa universidades desde 2011. São avaliados os critérios de Ensino, Pesquisa, Produção de Conhecimento e Reputação Internacional. A partir do 200º lugar as universidades são divulgadas em grupos.

Do Brasil, além da Unifei, passaram figurar no ranking a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), essas classificadas no grupo 800-1000. A outra representante mineira no rol é a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que pertence ao mesmo grupo de classificação que a Unifei.

De acordo com o chefe de gabinete da reitoria da Unifei, professor Cláudio Kirner, a conquista serve de alento para a continuidade do trabalho realizado. “A importância desse tipo de reconhecimento que garante visibilidade internacional é inegável. A demanda de alunos pode aumentar assim como a de professores quando abrirmos concurso. Até o próprio Ministério da Educação e outros financiadores passam a ter um olhar mais atento a partir dessa conquista. E é claro que a nossa responsabilidade também cresce”, avalia Kirner.

Instalada no Sul de Minas, a Unifei é uma universidade centenária, que tem os seus principais cursos na área de elétrica e mecânica. A entrada no THE merece também destaque pela escola estar fora do eixo das grandes capitais. O desafio é manter e melhorar a boa qualificação, mesmo diante do corte de orçamento imposto pelo governo federal.

“Aprendemos a fazer o máximo com poucos recursos. Talvez por sermos uma universidade pequena conseguimos ter um tempo de reação menor em temos de corte de orçamento, como este que estamos passando. O THE analisa uma série de itens. É hora de focarmos naqueles que dependem exclusivamente de nós. Como uma universidade que tem como base os cursos tecnológicos, temos um diálogo facilitado com a indústria e esse é um ponto importante na avaliação inglesa”, destaca o chefe de gabinete da reitoria da Unifei.

Outras brasileiras - Ainda fazem parte da lista as brasileiras: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Do outro lado, três universidades mineiras deixaram a lista: Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Viçosa (UFV). As outras brasileiras que deixaram o ranking são: as universidades federais do Paraná (UFPR), Bahia (UFBA), Goiás (UFG) e Santa Maria (UFSM) e as estaduais de Londrina (Uel) e Maringá (UEM).

Especialistas levantam um conjunto de fatores que podem ter influenciado a saída das escolas brasileiras do ranking. O fato seria o resultado da soma de variáveis que vão dos sucessivos cortes no orçamento das universidades federais até os próprios critérios utilizados pelo Time Higher Education, considerados pouco objetivos e confusos ao misturar universidades centenárias com outras com bem menos estrutura.

Durante o “7º Seminário internacional universidade, sociedade, Estado: o papel das universidades públicas no cenário atual”, realizado no Campus Pampulha da UFMG, no dia 5 de setembro, o reitor da UFMG, Jaime Ramírez, pediu cautela em relação a rankings da educação superior. “Não sou muito admirador desse tipo de listagem, pois comparam universidades de 700 anos de existência com outras bem mais novas. Os parâmetros são feitos para privilegiar instituições da Europa e dos Estados Unidos, que sempre aparecem entre as primeiras”, afirmou Ramírez na ocasião.


Veja abaixo a posição das instituições de ensino brasileiras no levantamento de 2017-2018:

Posição
251-300 - Universidade de São Paulo (USP)
401-500 - Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
501-600 - Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
601-800 - Universidade Federal do ABC (UFABC)
601-800 - Universidade Federal de Itajubá (Unifei)
601-800 - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
601-800 - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
601-800 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
601-800 - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
601-800 - Universidade Estadual Paulista (Unesp)
801-1000 - Universidade de Brasília (UnB)
801-1000 - Universidade Federal do Ceará (UFC)
801-1000 - Universidade Federal do Ceará (UFC)
801-1000 - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
801-1000 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
801-1000 - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
801-1000 - Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR)
801-1000 - Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)
801-1000 - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
801-1000 - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
801-1000 - Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)


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