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Economia

23/02/2016

Usiminas aposta no setor de óleo e gás

Desde 2011, grupo já comercializou 200 mil/t de chapas grossas especiais para fornecedores da área
Leonardo Francia
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Parcial da linha de chapas grossas especiais, com tratamento térmico, da usina de Ipatinga da Usiminas, no Vale do Aço/Divulgação/Marcelo Coelho
Apesar do setor nacional de óleo e gás ter encolhido especialmente em função da crise na Petrobras, a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) está apostando nesse mercado. Desde o fim de 2011 para cá, a companhia já comercializou 200 mil toneladas de chapas grossas especiais com tratamento térmico, desenvolvidas para suportar baixas temperaturas e resistir à corrosão, características exigidas para o ambiente do pré-sal.

A companhia informou que parte dessas chapas grossas especiais foram vendidas para a fabricante de tubos com costura Tenaris/Confab, instalada em Pindamonhangaba (SP), que atende a Petrobras e a reportagem apurou que elas também foram adquiridas majoritariamente por fornecedores da estatal.

A tecnologia de resfriamento acelerado (Continuous on-Line Control – CLC) foi transferida pela Nippon Steel & Sumitomo Metal Coporation, e o processo utilizado, como explicou o gerente-geral de Atendimento a Cliente e Qualidade da Usiminas, Eduardo Sarmento, é o TMCP (Thermo Mechanical Control Process, em inglês), que dá ao aço alta resistência mecânica e elevada tenacidade, com desempenho superior de soldabilidade.
“A Usiminas está apostando no diferencial tecnológico. Para dar um exemplo, o aço fornecido para os gasodutos da Petrobras é um aço especial para uso em águas profundas e baixas temperaturas”, afirmou Sarmento.

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Recuperação - Apesar desse mercado ter retraído exatamente em função da situação da estatal, a ideia, segundo ele, foi de sair na frente de possíveis concorrentes e atender ao segmento em uma eventual recuperação, além de aproveitar a expertise da empresa.
O gerente explicou que o posicionamento é de produzir aços planos dentro de uma gama de aços especiais, mas em mercados bem definidos. Essas chapas grossas especiais, por exemplo, podem ser usadas em gasodutos e oleodutos por serem resistentes às trincas por hidrogênio, característica exigida pelo ambiente do pré-sal.

Com a transferência da tecnologia pelos japoneses, a Usiminas desenvolveu a família de aços Sincron, de qualidade premium. Conforme a siderúrgica, desde o fim de 2011, quando as chapas grossas Sincron (também chamadas de chapas grossas TMCP) começaram a ser fornecidas no mercado brasileiro, a empresa já comercializou cerca de 200 mil toneladas desses produtos.

A empresa informou ainda que foram investidos cerca de R$ 600 milhões em equipamentos para atualização da linha de chapas grossas e instalação da tecnologia CLC de resfriamento acelerado. Além disso, o laminador de chapas grossas da usina de Ipatinga (Vale do Aço), com capacidade instalada para produzir 1 milhão de toneladas anuais, é suficiente para atender a demanda atual e, caso haja uma retomada do mercado, o laminador da Usina de Cubatão (SP), com a mesma capacidade, pode voltar a ser utilizado.

Vendas - No segmento de gasodutos e oleodutos, a Usiminas já comercializou 18,5 mil toneladas do produto para a Confab, que, por sua vez, instalou as chapas nos tubos da obra denominada Rota 3 da Petrobras, onde os dutos transportarão o gás etano. Além disso, uma outra linha desse tipo de aço para uso pela estatal deve ser lançado nos próximos meses.

Os aços Sincron também podem ser usados pelo setor naval e off shore ou no segmento de hidrogeração de energia. A Usiminas informou, inclusive, que o produto pode ser utilizado nas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, com aplicação na caixa espiral e conduto forçado, devido à sua capacidade para absorver energia ao impacto.

No setor eólico, conforme o gerente um mercado que está crescendo, o aço Sincron está sendo testado na construção de torres metálicas. Por fim, na fabricação de máquinas, equipamentos industriais e implementos rodoviários, a aplicação da tecnologia possibilitou à Usiminas chegar ao mesmo nível dos principais players siderúrgicos europeus e asiáticos, graças à sua alta resistência mecânica, que contribui para que os equipamentos sejam mais leves e resistentes.

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