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Economia

15/11/2017

Usiminas prevê 2018 de recuperação significativa

Sergio Leite fala de saída da crise
Leonardo Francia
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Presidente da Usiminas, Sergio Leite lembra que a pior crise dos 55 anos da companhia foi enfrentada nos últimos 3 anos/MArcos Issa /DIVULGAÇÃO
Após enfrentar a pior crise dos seus 55 anos de história, a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) já começa a ensaiar uma recuperação no esteio da indústria automotiva nacional, no avanço do consumo interno de aços planos e nas exportações, hoje concentradas na Europa e na América Latina. A retomada da siderúrgica pode ser medida de acordo com os últimos balanços financeiros da empresa, com três resultados de lucros seguidos.

“Enfrentamos a maior crise da nossa história nos últimos três anos. Nos primeiros meses de 2016, a Usiminas correu o risco de entrar em recuperação judicial ou até mesmo falência. Chegamos a não ter dinheiro para comprar matéria-prima”, lembrou o presidente da companhia, Sergio Leite, ontem, durante o “Conexão Empresarial”, promovido pela VB Comunicação, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

No entanto, o pior já passou, na avaliação de Leite, que reforçou o foco da Usiminas no mercado interno. “Mais de 85% dos nossos negócios são feitos no mercado nacional. Neste ano, estamos observando uma retomada do consumo brasileiro de aços planos e a expectativa para 2018 é de uma recuperação ainda mais significativa, acompanhando as previsões de aumento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,5% em 2018. Dentro disso, estamos preparados para o novo momento que o Brasil pode vir a ter no próximo ano”, afirmou.

O presidente da Usiminas reiterou que o destaque deste ano foi a indústria automotiva nacional, cuja produção, segundo ele, cresceu em torno de 27% ao longo de 2017. “Para nós, o crescimento desse setor é importante e está ancorado no aumento robusto das exportações, uma vez que as vendas internas estão avançando em um patamar pequeno, da ordem de 7%”, destacou.

Foco - As exportações da Usiminas, antes concentradas nos Estados Unidos, também mudaram de perfil nos últimos anos. “Hoje, temos forte presença na Europa. Nos Estados Unidos, em função de inúmeros processos antidumping que ocorreram lá nos últimos três anos, estamos praticamente fora. Nosso foco está na Europa e na América Latina”, enfatizou.

Como resultado da melhora do mercado interno e da força das exportações, as vendas da Usiminas têm crescido. Segundo Leite, a companhia vinha em um patamar de vendas totais na casa das 900 mil toneladas de aço por trimestre, e no terceiro trimestre deste ano já alcançou 1 milhão de toneladas. “É um crescimento ainda pequeno em função da queda que tivemos, mas é um crescimento e impacta positivamente nos resultados da empresa”, disse.

Além disso, no terceiro trimestre deste ano, a companhia apurou lucro de R$ 358 milhões, revertendo mais um prejuízo frente a igual período de 2016, quando foi apurado resultado negativo de R$ 56 milhões. Este foi o terceiro lucro trimestral da empresa no decorrer de 2017 e o melhor resultado para o terceiro trimestre desde 2014.

Sobre os embates dos acionistas majoritários da empresa, a Nippon Steel e a Ternium Techint, que se arrastam desde 2014, Leite frisou que “o conflito é público e existe”, “Porém, dentro da empresa não há conflitos. Trabalhamos de forma harmônica, concentrados no melhor para a Usiminas”, ponderou.

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