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29 de April de 2017
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Economia

21/04/2017

Usiminas tem lucro líquido de R$ 108 milhões

Leonardo Francia
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Após 10 trimestres consecutivos com prejuízo, o que desencadeou uma série de ajustes operacionais ao longo dos últimos anos, a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) apurou lucro líquido de R$ 108 milhões nos três primeiros meses de 2017.

O resultado, conforme informou o presidente da Usiminas, Sergio Leite, é consequência de um trabalho, desempenhado especialmente no último ano, focado na redução de custos e geração de receita. Além disso, o aumento de cerca de 50% do preço do aço promovido pela companhia nos últimos 12 meses, se considerada a rede de distribuição, também alavancou o faturamento da siderúrgica.

“Foi o melhor trimestre dos últimos onze. Isso se deve a um trabalho feito especialmente nos últimos 12 meses. Em maio do ano passado, criamos o grupo dos 10 com uma única meta, que era a geração de resultados, porque são eles que recuperam uma empresa”, afirmou Leite.

O presidente da Usiminas frisou que o trabalho foi direcionado para a geração de resultados, com ações basicamente em duas vertentes: aumentar a receita e diminuir custos. “Fizemos um grande trabalho de reduzir custos e, no campo de receitas, o aumento do preço do aço da ordem de 50% nos últimos 12 meses, se considerada a rede de distribuição, foi muito importante”, acrescentou o executivo.

O lucro do primeiro trimestre deste ano (R$ 108 milhões) foi bem superior aos resultados do trimestre anterior, com prejuízo de R$ 195 milhões, e dos mesmos meses de 2016, também com prejuízo de R$ 151 milhões.

A receita líquida da unidade de siderurgia no primeiro trimestre somou R$ 2,2 bilhões contra R$ 1,9 bilhão do trimestre anterior, alta de 15,7%. Já as vendas consolidadas de aço no período totalizaram 930 mil de toneladas, 4% a mais em relação às do trimestre anterior (891 mil toneladas) e praticamente com 3% de alta frente ao volume dos mesmos meses de 2016 (93 mil toneladas).

O mercado interno respondeu por 89% das vendas, com a comercialização de 825 mil toneladas e as exportações por 11%, com remessas da ordem de 105 mil toneladas. Conforme detalhou o presidente da companhia, as vendas domésticas se concentram, igualmente, com um terço de participação para os setores automotivo, indústria da transformação (excluindo o parque automotivo) e a rede de distribuição.

“Desde junho de 2014, observamos que a atividade econômica no País vinha sofrendo retração e esse processo chegou ao fundo do poço no fim de 2016. Hoje, nossa visão é de que iniciamos uma recuperação, que ainda será lenta. A expectativa de crescimento do mercado de aços planos, segundo o IaBr (Instituto Aço Brasil), é entre 3% a 5% para este ano. Então, teremos um ligeiro crescimento das vendas, que devem acompanhar o aumento desse mercado, e também devemos ter evolução das exportações”, analisou.

Sobre as exportações, Leite explicou que, há dois anos, o principal comprador eram os Estados Unidos, mas, a partir de uma série de ações anti-dumping implementadas pelo governo norte-americano, esse mercado encolheu. “Hoje estamos concentrados na Europa, com cerca de 55% das nossas remessas ao exterior”, disse. O maior comprador externo do aço da Usiminas atualmente é a Alemanha, com participação de 36%.

Acionistas – Questionado se a contenda entre os acionistas majoritários Nippon Steel e Ternium Techint, que se arrasta desde 2014, atrapalha resultados operacionais da companhia, Leite frisou que mantém diálogo com todas as partes e que, “internamente, a Usiminas está focada na geração de resultados”. No primeiro trimestre, o Ebtida ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado da companhia atingiu R$ 533 milhões, o melhor desde o segundo trimestre de 2014. “O resultado foi bastante robusto e acima das expectativas do mercado. Isso atrai novos investidores para as ações da Usiminas”, afirmou Leite.

Musa - A Usiminas deve concluir nos próximos meses negociação sobre redução nos volumes de minério de ferro que adquire da subsidiária Mineração Usiminas (Musa) e espera poder religar altos-fornos parados da usina em Cubatão (SP) nos próximos três a cinco anos, afirmou na quinta-feira (19), Sergio Leite. A Usiminas negocia com a Musa para reduzir suas compras de minério de ferro depois que decidiu paralisar áreas primárias da usina de Cubatão pela forte queda no consumo brasileiro de aço.

O ex-presidente Rômel Erwin de Souza assinou em 2016 memorando de entendimento com a sócia da Usiminas na Musa, Sumitomo Corp, que previa redução nas compras de minério de ferro pela siderúrgica de 4 milhões para 2,5 milhões de toneladas anuais. A Usiminas deixou de cumprir o contrato quando parou de produzir aço em Cubatão.
Questionado quando a renegociação do fornecimento de minério com a Musa, o mais importante contrato de fornecedor da Usiminas, será concluída, Leite disse que a expectativa é que a empresa conclua a negociação “nos próximos meses”. (Com Reuters)

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