09/05/2018 - Usiminas utiliza 60% da capacidade instalada

Embora a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) esteja apresentando resultados positivos nos últimos meses e tenha deixado para trás o período de turbulências e prejuízos, a utilização da capacidade instalada da companhia ainda está abaixo da média nacional. De acordo com o presidente da produtora de aços planos, Sergio Leite, o nível de produção atual da empresa está em 60%, enquanto a média das siderúrgicas brasileiras chega a 68%. Segundo ele, nenhum dos resultados é passível de comemoração. Isso porque, conforme estimativas do Instituto Aço Brasil (Aço Brasil), para que o setor torne-se competitivo, é imprescindível que haja elevação da utilização da capacidade instalada para níveis mais próximos da média histórica, que figura entre 80% e 85%. “Não somente a indústria do aço, mas o setor produtivo brasileiro em geral, vive um momento delicado. O País precisa partir fortemente e de maneira estruturada para um plano de desenvolvimento, de maneira a sanar as lacunas que enfrenta. Temos potencial, mas as carências são enormes. Precisamos caminhar em direção ao futuro e construindo bases sólidas”, afirmou em encontro com a imprensa. Especificamente da Usiminas, Leite destacou que em termos de produção de aço, a empresa se encontra em um patamar de utilização de 60% da capacidade instalada. Conforme ele, a usina de Ipatinga, no Vale do Aço, está produzindo a plena carga após a reativação do alto-forno 1, abafado em 2015, em função da crise vivida pelo setor no mercado internacional e o cenário recessivo brasileiro dos últimos anos, quando tanto o setor nacional quanto a Usiminas viveram os maiores desafios de suas histórias, devido à queda na demanda por aços planos. Pelos mesmos motivos, o alto-forno da usina de Cubatão, no interior de São Paulo, também foi desativado, assim como todas as atividades primárias da unidade suspensas. Desde então, permaneceram em operação os alto-fornos 2 e 3 da usina do Vale do Aço, que juntos somavam 8,8 mil toneladas de produção do insumo siderúrgico por dia, e a área de laminação da planta paulista. Com o religamento do alto-forno 1, a empresa somou mais 2 mil toneladas à produção diária de ferro-gusa na unidade, totalizando cerca de 11 mil toneladas por dia. “Ipatinga opera em plena capacidade, mas Cubatão segue paralisada temporariamente”, resumiu. Já sobre a capacidade de laminação, em virtude dos investimentos realizados pela siderúrgica em 2008, o executivo afirmou que a empresa está operando com cerca de 50% do limite produtivo. No entanto, ele não revelou qual o patamar.