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Negócios

16/03/2017

Valmont projeta expansão de até 15%

Unidade brasileira, localizada em Uberaba, vai lançar painel de controle integrado dos equipamentos
Daniela Maciel
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A Valmont produz pivôs e sistemas de irrigação para agricultura em Uberaba/Divulgação
Instalada em Uberaba, na região do Triângulo Mineiro, desde 1990, mas com uma história de 62 anos no Brasil, a norte-americana Valmont se dedica na cidade mineira à produção de pivôs e sistemas de irrigação para agricultura com a marca Valley.

Apesar do difícil momento econômico, o gerente de Marketing e Desenvolvimento de Redes da Valmont no Brasil, André Ribeiro, os números de 2016 (sem revelar valores) foram satisfatórios. “Tivemos um primeiro semestre muito ruim, mas depois nos recuperamos e os resultados foram iguais aos de 2015. Para este ano, a previsão é crescer entre 10% e 15%”, afirma Ribeiro.

A unidade brasileira é responsável por 70% do faturamento da Valmont na América Latina. Em segundo lugar vem a Argentina, com 10%, e os 20% restantes são distribuídos entre os demais países do Continente. Do total produzido no Brasil, 96% são consumidos em território nacional e o restante pelo Paraguai.

“Isso demonstra o gigantismo e o amadurecimento da agricultura brasileira. Costumo dizer que a irrigação é o último passo dentro da profissionalização da produção no campo. O Brasil hoje está muito próximo de se tornar o maior produtor agrícola do mundo e isso se deve, em grande parte, ao uso da tecnologia”, explica o gerente de Marketing e Desenvolvimento de Redes da Valmont no Brasil.

Entre as novidades da empresa para este ano, está o lançamento de um painel de controle integrado, que permitirá ao agricultor controlar os equipamentos de irrigação a distância, através do celular. O controle de forma remota já pode ser realizado de computadores instalados em uma base, como um escritório, por exemplo. A novidade agora é a mobilidade.

A tendência no campo é a integração de equipamentos. Nesse caso, os produtores buscam aumentar a produtividade, diminuindo a necessidade de mão de obra intensiva, os riscos oriundos das intempéries climáticas e o desperdício de água. “A irrigação aumenta a produtividade porque impede a quebra de safra por falta de água, controla o uso racional dessa água que, de mais ou de menos pode interferir na produção, podendo dobrar ou até, em alguns casos, triplicar a produção em uma mesma área, evitando a abertura de novos espaços. Dessa forma contribui também para a preservação dos recursos naturais”, destaca o gestor.

A escolha de Uberaba é um dos ativos estratégicos da empresa. A posição geográfica próxima aos principais polos produtivos irrigados é determinante para o sucesso da operação. A empresa consegue atender com facilidade a região de Cristalina (GO), maior polo irrigado consolidado do Brasil, o interior da Bahia, considerado o de maior crescimento na atualidade, além de toda a região Sul do País, São Paulo e Minas Gerais.

Para suportar o trabalho, que vai do projeto no campo, passando pela produção dos pivôs até a instalação do equipamento, a empresa conta com 220 colaboradores, sendo a segunda maior empregadora privada do município. Outra empresa do grupo, a Irriger, presta serviços de gerenciamento da irrigação. Com mais de 60 técnicos, acompanha e personaliza todas as etapas do processo.

“Temos todo um serviço agregado à venda do produto. Quando um produtor chega a uma das nossas revendas, ele solicita o projeto. Vamos até a propriedade para mapeá-la e verificar a disponibilidade de energia e água para desenhar o projeto que será validado pela fábrica. Quando entregamos o equipamento ainda fazemos o treinamento do cliente. Daí ele mesmo pode operar o sistema ou contratar a Irriger para fazer essa parte de controle e monitoramento das variáveis como quantidades e pressão, entre outras”, descreve o executivo.

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